Ayi Kwei Armah

Poeta e romancista ganês, Ayi Kwei Armah nasceu a 28 de outubro de 1939, na cidade portuária de Sekondi Takoradi, na parte ocidental do país. Oriundo de uma família de expressão fante, o pai alegava ter ascendência real na tribo Ga. Terminando os seus estudos secundários no Gana,em 1959 Armah ganhou uma bolsa de estudos para a Groton School, nos Estados Unidos da América. Ingressou depois na Universidade de Harvard, aí obtendo o diploma em Sociologia. Começou a escrever nos anos 60, publicando poemas e contos na revista ganessa Okyeame e nas norte-americanas New African, Harper's e Atlantic Monthly.
Armah mudou-se depois para a Argélia, onde trabalhou como tradutor para a revista Révolution Africaine. Em 1964 regressou ao Gana, onde foi argumentista para a televisão, tendo depois lecionado Inglês na Escola Navarongo. Entre 1967 e 1968, foi o editor da revista Jeune Afrique em Paris. Em 1968 publicou o seu primeiro romance, The Beautiful Ones Are Not Yet Born (Os Belos Ainda Estão Por Nascer), que conta a história de um administrativo ferroviário, anónimo, na sua luta quotidiana contra a pobreza e a ganância. Ingressou nesse ano na Universidade de Columbia, conseguindo um diploma em Escrita de Criação no ano seguinte.
Em 1971 publicou Fragments (Fragmentos), seguindo-se entre outras obras, The Caliban Complex (1985, O Complexo Caliban), e Osiris Rising (1995, Osiris Nascente), romances em que Armah caracteriza os europeus e os árabes como "predadores", "destruidores" e "zombis", e em que defende não só o pan-africanismo, chegando mesmo talvez a ansiar por uma predominância africana sobre o mundo. Na década de 70 trabalhou como professor na África Oriental, na Tanzânia e no Lesoto e, desde os anos 80, no Senegal e nos Estados Unidos, lecionando na Universidade do Wisconsin, em Madison.
Escreveu também ensaios em que trata da identidade e dos problemas africanos, reivindicando a cultura do Antigo Egito como africana e como fonte histórica de inspiração para todo o povo do continente, para o qual prescreveu o idioma Kisuaíli.

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