azeite

O azeite é um produto alimentar líquido produzido a partir da azeitona, o fruto da oliveira, e é utilizado com tempero. Serve para temperar saladas, mas também para frituras e chegou a ser utilizado como combustível para lamparinas. O azeite pode ajudar a prevenir o surgimento de algumas doenças cancerígenas.
A produção de azeite faz-se sobretudo na região mediterrânica, que é propícia ao cultivo da oliveira, árvore que necessita de sol e de clima seco para vingar.
Para produzir um litro de azeite podem ser precisos cinco quilos de azeitonas. Hoje em dia a extração do azeite a partir da azeitona é feita através de pressão e temperatura, tendo praticamente acabado o método tradicional de prensagem a frio. O método tradicional de produção de azeite consiste em lavar as azeitonas com água fria, logo após colheita, para eliminar todos os detritos. Depois, as azeitonas são armazenadas para mais tarde serem esmagadas, sendo aconselhável que essa operação decorra antes de 24 horas após a colheita. As azeitonas são trituradas, mas de modo a não atingir o caroço, e os líquidos extraídos são filtrados para um recipiente. A pasta é espremida pelo menos três vezes dando origem a outras tantas qualidades distintas de azeite. O azeite é classificado consoante o método de produção. Assim, há azeite refinado que é produzido através da refinação de azeite virgem, que é mais ácido e menos puro. O azeite virgem é aquele obtido através de processos mecânicos e, consoante a acidez, é subclassificado como extra, virgem e comum. O azeite extra virgem não pode ultrapassar os 0,8 por cento de acidez nem ter impurezas, enquanto o virgem pode ter um máximo de acidez de dois por cento.
A cor do azeite pode ser indicativa do seu sabor. Os tons variam entre o dourado e o verde-escuro, consoante o tipo de azeitona utilizado. Os azeites mais verdes têm aromas e sabores mais frutados, enquanto os restantes podem ser amargos ou doces. Ainda a nível de sabores há azeite com aroma a ervas, plantas e pasta de azeitona, podendo também variar entre amargo ou picante.
O azeite terá começado a ser produzido na região da atual Síria e Palestina cerca de 5000 anos antes de Cristo, numa altura em que era extraído de azeitonas silvestres. No entanto, só decorridos mais dois mil anos é que o azeite começou a ser produzido de forma sistemática. No Egito começou a ser feito o cultivo de oliveiras por volta de 2000 a. C., mas o azeite era usado para fins cosméticos. Mais tarde, em meados do segundo milénio antes de Cristo, a produção de azeite também se implantou na Grécia, em consequência da conquista de Creta. Quando os gregos levaram a tradição do azeite para Itália no século VII a. C., já os fenícios o haviam feito na Península Ibérica no século XI a. C., tendo sido também os responsáveis pela sua introdução no Magrebe. Entretanto, a expansão do Império Romano levou a um correspondente crescimento do comércio do azeite.
Em Portugal, o cultivo da oliveira ganhou mais importância nos séculos XII e XIII. Com os Descobrimentos, o azeite passou a ser exportado em grande escala e as regiões onde havia maior produção eram Coimbra e Évora. Em meados do século XVI, o consumo de azeite cresceu de forma intensa porque este produto passou a ser utilizado como combustível para iluminação. Nesta altura, as exportações dirigiam-se essencialmente aos mercados do norte da Europa e à Índia. Entretanto, no século XVIII Santarém ultrapassou Coimbra como região com maior produção de azeite.
Hoje em dia, a Espanha é o maior produtor mundial de azeite. A seguir à Espanha surgem a Itália e a Grécia. A Argentina, em nono, é o primeiro país exterior à zona do Mediterrâneo a produzir azeite.
A Província de Jaén, em Espanha, reclama ser a Capital Mundial do Azeite por ser aí que existe a maior concentração de oliveiras e de unidades de produção de azeite.
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