Azevedo Coutinho

Oficial da Marinha e estadista português, Vítor Hugo de Azevedo Coutinho nasceu a 12 de novembro de 1871 e faleceu em 1955. Estudou na escola Naval, onde se formou como oficial da Marinha portuguesa. Paralelamente, desenvolveu uma carreira política que o conduziria ao exercício de governativos durante a I República, para além de deputado e Alto Comissário em Moçambique. Assim, foi pela primeira vez ministro da Marinha entre 12 de dezembro de 1914 e 27 de janeiro de 1915. Foi deposto, como o resto do executivo, pelo "movimento das espadas" do general Pimenta de Castro.
Em novembro de 1915, ascende novamente ao mesmo cargo. Desempenhou também as funções de chefe de governo, com o País então prestes a entrar na Primeira Guerra Mundial. O ano de 1916 começou com o País mergulhado numa crise inflacionista. Sofreu, também nesse ano, os efeitos políticos e internacionais da apreensão de todos os navios mercantes alemães em portos portugueses, de acordo com as exigências luso-britânicas, o que acarretou a declaração de guerra a Portugal pelos alemães. Favoreceu a criação dos Transportes Marítimos do Estado e apoiou Leote do Rêgo na tarefa de mobilização naval e de preparação dos portos do País. Abandonou, porém, a presidência do Ministério quando surgiu o governo da "União Sagrada", formação política liderada por Afonso Costa e António José de Almeida. Azevedo Coutinho, neste governo que conduziu ao envolvimento efetivo de Portugal na Guerra, ocupou a pasta da Marinha novamente, cargo em que teve uma atuação extremamente meritória e importante, fruto da situação de conflito internacional em que o País se encontrava.
Entre 6 de fevereiro de 1922 e 5 de julho de 1923 abraçou outra vez a sua conhecida pasta ministerial da Marinha, tendo então oportunidade de dar apoio os aviadores Gago Coutinho e Sacadura Cabral na primeira viagem aérea entre Lisboa e o Rio de Janeiro.
Foi ainda docente na Escola Naval durante alguns anos, onde se notabilizou como um excelente pedagogo e conhecedor da situação naval, militar ou civil, do País, fruto da sua experiência governamental, em tempo de paz ou de guerra. Em 1933 passou à situação de reserva militar, com a patente de capitão-de-mar-e-guerra.
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