Backstreet Boys

A origem do grupo musical norte-americano Backstreet Boys remonta a 1993, em Orlando, nos EUA, quando três estudantes do ensino secundário, A. J. McLean (n. 78-01-09), Howie Dorough (n. 73-08-22) e Nick Carter (n. 80-01-28), inspirados por nomes como os Boys II Men ou os Color Me Badd, se juntaram para formar um grupo. A este trio juntaram-se Kevin Richardson (n. 72-10-03) e o seu primo de Kentucky, Brian Littrell (n. 75-02-20). Os primeiros concertos ocorreram em escolas secundárias e eram compostos por versões de canções de outros artistas. Através de um amigo, o grupo assegurou a representação de Donna e Johnny Wright. Esta dupla de empresários foi capaz de colocar a banda na estrada e de colher alguns adeptos para os espetáculos do quinteto.
A Jive Records interessou-se pela banda e contratou os Boys em 1994. O grupo viu o seu trabalho produzido por Veit Renn e Tim Allen, ao longo de vários meses de gravações. Em 1996, foi editado o primeiro disco, de título homónimo, conseguindo sucesso imediato em diversos países, nomeadamente na Europa. Em Inglaterra, a banda foi considerada a revelação do ano de 1995, graças ao single "We've got it goin' on". A esse seguiu-se o êxito "I'll never break your heart". Contudo, o álbum não registou vendas significativas nos EUA. No que diz respeito a prémios, no ano de 1996, em pleno apogeu da fama na Europa, ganharam o prémio MTV para a categoria de Escolha dos Espectadores, ultrapassando nomes consagrados como os Oasis, as Spice Girls e Jamiroquai.
Os Backstreet Boys só conseguem impacto no mercado americano com a reedição do álbum, juntando-lhe alguns singles de sucesso do seu segundo álbum Backstreet's Back, editado apenas no mercado europeu, como "Quit Playing Games (With My Heart)" e "As Long As You Love Me". No ano de 1999, o álbum continuava a ter êxito e os singles "Everybody (Backstreet's Back)", "I'll Never Break Your Heart" e "All I Have To Give" conseguiram posições de destaque nos tops americanos, depois da Europa. O álbum acabou por vender mais de 13 milhões de cópias. Após a digressão europeia de 1998, Brian Littrell foi submetido a uma intervenção cirúrgica a um problema coronário.
O mês de maio de 1999 marcou a edição de Millennium, o segundo trabalho dos Backstreet Boys nos EUA, o terceiro na Europa,, que contou com os primeiros temas compostos por elementos do grupo. O álbum entrou diretamente para o primeiro lugar dos tops de vendas, com mais de um milhão de cópias de vendas na semana do lançamento. Apesar de oficialmente não ter sido editado nenhum single no mercado americano, alguns temas conseguiram marcas assinaláveis nas tabelas de vendas, graças à passagem frequente nas rádios. De entre esses temas, destacam-se "I Want It That Way", "Larger Than Life", "Show Me The Meaning Of Being Lonely" e "The One".
No final desse ano, o grupo editou um álbum de Natal. Por essa altura, o registo Millenium caminhava para os 12 milhões de cópias, apenas nos EUA.
Em fevereiro de 2000 foram nomeados para três prémios Grammy.
O regresso ao estúdio deu origem ao álbum Black & Blue, lançado em 2000. Por essa altura, diversos projetos musicais semelhantes ao formato dos Backstreet Boys ameaçavam a posição do grupo. Os N'Sync bateram sucessivamente os recordes de vendas que o quinteto havia conseguido. Contudo, essa rivalidade era apenas aparente, o principal compositor dos dois projetos era o mesmo: Max Martin. Este álbum não deixou frustradas as expectativas e criou outros hits. Canções como "Shape Of My Heart" e "The Call" trouxeram os Boys de novo à posição de líderes do movimento das boysband internacionais.
No final do ano de 2003, após três anos de algum afastamento das luzes da ribalta e alguns projetos a solo dos membros da banda, o grupo recebe diversos incentivos para voltar a gravar, nomeadamente em programas televisivos nos EUA.
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