Baden-Powell

Guitarrista brasileiro, nascido Roberto Baden-Powell de Aquino a 6 de agosto de 1937, em Varre-e-sai, e falecido a 20 de setembro de 2000. O seu nome foi-lhe dado pelo pai, admirador do criador do Escutismo, Sir Baden-Powell. Neto e filho de músicos, herdou o talento e a genialidade que mais tarde lhe valeria o reconhecimento.

A sua primeira viola foi oferecida pelo pai e o seu primeiro professor foi Jaime Florence (o Meira) - guitarrista da orquestra de Pixinguinha. Aos 16 anos, o seu professor dispensou-o, alegando que não tinha mais nada para lhe ensinar. Nesta altura deixou a escola, passando a atuar em rádios e pequenas cidades do Brasil.
Em 1955 muda-se para o Rio de Janeiro. Nesta cidade, atua com a banda de Ed Lincoln no bar Plaza, local de encontro de inúmeros músicos, como António Carlos Jobim. Começa também a compor e, em 1956, consegue o seu primeiro êxito com "Samba Triste".

Em 1960 conhece o poeta e compositor Vinicius de Moraes, facto que marca a sua entrada no mundo da bossa nova. Esta prolífera relação profissional e pessoal rendeu inúmeros sucessos, tais como "Berimbau", "Samba de Bênção" e "Formosa", que mais tarde se iriam tornar clássicos dentro deste género musical. É de destacar o álbum Afro Sambas, fruto da dita colaboração, que continha temas como "Canto de Ossanha", "Bocoche" e "Tristeza e Solidão".

Assim que se separaram, Powell mudou-se para a Europa, onde conseguiu uma enorme legião de admiradores. Durante a década de 70 do séc. XX, viveu em Paris e mais tarde mudou-se para Baden-Baden, cidade eleita pelo seu nome. Aqui, atingiu o reconhecimento mundial como guitarrista virtuoso.

Em 1987 voltou ao Brasil, continuando uma prolífera carreira de álbuns e atuações, até à data da sua morte, em 2000.
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