Bagão Félix

Político português, António Bagão Félix nasceu a 9 de abril de 1948, em Ílhavo, no concelho de Aveiro.
Estudou no Liceu Nacional de Aveiro onde se destacou pelas boas notas, tendo ainda sido eleito o "Aluno de Melhor Carácter" quando frequentava o sétimo ano. Aos 17 anos, foi para Lisboa estudar Finanças e licenciou-se no Instituto Superior de Economia e Gestão. Neste estabelecimento foi aluno de João Salgueiro e Aníbal Cavaco Silva.
Depois de cumprir três anos de serviço militar na Armada, começou a trabalhar, aos 21 anos, em empresas de seguros, na área de gestão. Por influência de Morais Leitão, chegou rapidamente a diretor financeiro da Companhia de Seguros Mundial. A sua entrada na política deu-se aos 31 anos, através do Centro Democrático Social (CDS), quando assumiu o cargo de Secretário de Estado da Segurança Social, no governo da Aliança Democrática liderado por Francisco Pinto Balsemão. O convite foi feito por Morais Leitão, que fora ministro dos Assuntos Sociais no Governo anterior, liderado por Francisco Sá Carneiro.
Quando deixou o Governo, Bagão Félix regressou à sua atividade profissional, passando a ser administrador do Banco do Comércio e Indústria e, posteriormente, do Banco de Portugal. Neste espaço de tempo, ainda fez parte do Parlamento como deputado independente eleito pelas listas do CDS. Em 1986, acabou por se filiar no CDS para apoiar a candidatura de Morais Leitão à liderança do partido, mas viria a sair do partido em 1991, apesar de se manter fiel aos princípios democrata-cristãos.
Em 1987, voltou a desempenhar cargos de Governo ao ser convidado pelo seu antigo professor Aníbal Cavaco Silva, na altura primeiro-ministro, para Secretário de Estado do Emprego e Formação Profissional. Esteve quatro anos no Governo, e pouco depois de sair, foi para vice-governador do Banco de Portugal, onde esteve entre 1992 e 1994. Foi afastado deste cargo por Eduardo Catroga, mas passou logo a trabalhar no Banco Comercial Português.
De qualquer forma, continuou sempre ligado à política e ao CDS, tendo sido conselheiro dos líderes do partido Manuel Monteiro e Paulo Portas nas áreas de Segurança Social e Saúde.
Para além da política e da atividade de gestor, foi ainda vice-presidente da Assembleia-Geral do Benfica e presidente da Comissão Justiça e Paz, organismo ligado à Igreja Católica. Teve uma pequena ligação ao cinema, em 1998, ao desempenhar um pequeno papel de crítico de arte no filme "Tráfico", de João Botelho.
Em abril de 2002, passou a desempenhar o cargo de ministro da Segurança Social e do Trabalho no governo de coligação PSD/CDS-PP. A 17 de julho de 2004, altura em que tomou posse o XVI Governo Constitucional, chefiado por Santana Lopes, saiu da Segurança Social e do Trabalho para ocupar o cargo de ministro das Finanças a da Administração Pública, em substituição de Manuela Ferreira Leite. Foi substituído no anterior cargo ministerial por Fernando Negrão.
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