Barreiro


Aspetos Geográficos
O concelho do Barreiro, do distrito de Setúbal, localiza-se na Região de Lisboa (NUT II), na Península de Setúbal (NUT III), ocupa uma área de 32 km2 e abrange oito freguesias: Barreiro, Lavradio, Palhais, Santo André, Verderena, Alto do Seixalinho, Santo António da Charneca e Coina.
O concelho apresentava, em 2005, um total de 79 047 habitantes. O natural ou habitante de Barreiro denomina-se barreirense.
O concelho encontra-se limitado a norte pelo rio Tejo, a oeste pelo concelho Seixal, a sul por Setúbal e a este por Moita e Palmela.
Possui um clima mediterrânico, com um período seco de cerca de 80 a 100 dias, durante o verão, em que a temperatura média ronda os 29 °C. No inverno, as temperaturas são moderadas.
Como recursos hídricos, possui o rio Coina, o rio Tejo e o estuário do Tejo. A proximidade do oceano Atlântico proporciona excelentes praias, como a praia do Lavradio.

História e Monumentos
As terras do Barreiro foram repovoadas após a expulsão dos mouros e passaram a fazer parte das terras dos Cavaleiros de Sant'Iago de Espada.
Em meados do século XIII estas terras formariam uma pequena aldeia, situação que se manteve por longos anos. Foi elevada a vila em 1521. Até meados do século XIX, não teve grande desenvolvimento, constituindo o núcleo ribeirinho que deu origem à principal feição da povoação, que extraía o sal e pescava, em complemento com a agricultura.
Por diploma régio, em outubro de 1855, o Barreiro foi desligado do termo da vila de Alhos Vedros, passando à categoria de vila, legal e juridicamente separada daquela, com o nome de Vila Nova do Barreiro.
A partir de 1860, deu-se o grande desenvolvimento do Barreiro com a exploração das vias-férreas e com a instalação da Companhia de União Fabril (CUF). Ascendeu a cidade em 28 de junho de 1984.
Ao nível do património arquitetónico, destacam-se a Igreja Matriz do Barreiro, do século XVIII, de estilo neoclássico, e a Igreja de Santa Cruz, de 1560, templo de uma só nave, vasto e de grande solidez, sendo os umbrais das portas de acesso à igreja, o arco e os degraus do altar-mor em mármore vermelho da Arrábida. O teto foi pintado por Pierre Bordes, no século XIX.
De destacar ainda a Igreja da Misericórdia do Barreiro, fundada no reinado de D. João II, e que sofreu várias alterações, sendo a mais importante a do século XVII, que lhe beneficiou a frontaria; da mesma época deverá ser o púlpito de mármore da Arrábida. Nos finais do século XIX o templo estava muito arruinado, bem como as outras dependências da Misericórdia.
Também digna de realce é a Igreja de S. Francisco, que resultou da modificação feita na Capela de S. Sebastião, já existente em 1752; a Igreja de Palhais, do século XVI, em estilo manuelino; e as ruínas de um convento de franciscanos arrábidos, de 1542, que foi fundado pelo segundo conde da Vidigueira, filho de Vasco da Gama, tendo sido seu primeiro guardião Pedro de Alcântara.

Tradições, Lendas e Curiosidades
São muitas as manifestações populares e culturais do concelho, sendo de destacar as festas populares do Lavradio, realizadas na última semana de julho, as festas do Barreiro, cuja data é móvel, e a festa de Nossa Senhora do Rosário, a 7 de outubro, que coincide com o feriado municipal.
No artesanato salientam-se as miniaturas de barcos.
Como personalidades naturais destacam-se Luís de Mendonça Furtado, vice-rei da Índia e o primeiro conde de Lavradio em 1670, e Alfredo da Silva (1871-1942), homem dinâmico e empreendedor, que instalou a Companhia da União Fabril (CUF) em 1906, e que viria a ser responsável pelo grande desenvolvimento concelhio.

Economia
No concelho predominam as atividades ligadas ao setor secundário, com especial destaque para a indústria química.
De referir que o desenvolvimento concelhio está relacionado com a proximidade de Lisboa, acessível quer por via fluvial quer por via terrestre, com ligação à autoestrada do Sul, ou ainda pelas linhas-férreas.
A agricultura tem uma relativa importância, com 8,2% da área do concelho destinada à produção agrícola, destacando-se os cultivos de frutos frescos, especialmente citrinos, prados temporários e culturas forrageiras, pousio, culturas hortícolas intensivas, prados e pastagens permanentes.
A pecuária tem também alguma importância, nomeadamente na criação de aves, ovinos e bovinos.
Somente 9 ha do seu território são cobertos de floresta.
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