Batalha de Beresina

Batalha travada a 27 e 28 de setembro de 1812 entre o exército napoleónico e as forças russas. O palco de guerra foi o rio Beresina, afluente do Dniepre, nas imediações de Borisov. Durante a retirada da Grande Armada, sempre sobre condições climatéricas muito duras que dificultavam as hipóteses de sobrevivência dos soldados, o exército é confrontado com um cerco russo, que cortara a passagem sobre o rio Beresina. A travessia estava dificultada já que, contrariamente ao que seria habitual nessa época do ano, as suas águas não se encontravam geladas mas numa torrente furiosa. Como dificuldade acrescida estava a falta de pontes, destruídas pelas forças russas, e a aparente impossibilidade de as construir, uma vez que Napoleão ordenara em Orsha que o exército se desfizesse de todo o peso, entre outras coisas, de todo o material para pontes. O único que não cumprira estas ordens fora o general Elbée. Assim, enquanto os pontoneiros do general Elbée construíram duas pontes de estacas, com madeiras vindas do desmantelamento das povoações vizinhas, Napoleão criava uma manobra de diversão. Quando o exército russo compreendeu o erro que estava a cometer lançou um ataque sobre os franceses sitiados junto ao rio. Todas as unidades haviam passado, com exceção dos homens não aptos para combate. Pela sua relutância em atravessar o rio durante a noite, acabaram por ser deixados à mercê do exército russo após o incêndio dos pontões. Napoleão perdeu um grande número de homens mas conseguia avançar para ocidente.
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