Batalha de Murmansk

Durante a Segunda Guerra Mundial, um conjunto de navios mercantes atravessou o Ártico sob uma forte tempestade com mantimentos destinados à frente russa que combatia as forças germânicas. Para tal, este comboio de navios teve de ultrapassar as dificuldades impostas pela travessia do mar de Barents e do mar Branco para atingir os portos russos de Arcangelsk e de Murmansk. Estes mantimentos provenientes do arsenal de guerra norte-americano eram vitais para que a Rússia conseguisse aguentar a ofensiva nazi.
A única alternativa para alcançar a Rússia era através de um caminho que terminava nos portos do Golfo Pérsico; no entanto, as vias de comunicação que se ofereciam não eram apropriadas ao transporte da vastidão das munições e dos alimentos para os soldados em combate. Além disso, as outras rotas, alternativas, estavam sob o controlo dos alemães.
Um total de 800 barcos, incluindo 350 "liberty ships" dos Estados Unidos rumaram a Murmansk de 1941 a 1945; 97 desses navios foram afundados por bombas, torpedos, minas e outros, devido a desastres naturais. Esta frota transportava cerca de 22 000 aviões, 375 000 camiões, 8700 tratores, 51 500 jipes, 1900 locomotivas, 343 700 toneladas de explosivos, cabos de telefone, sapatos, espingardas, rádios e outro tipo de equipamento.
O primeiro grupo de navios ingleses e um russo partiu da Escócia em agosto de 1941 e entregou 15 000 toneladas de carga. Outros se lhes seguiram arrostando toda a espécie de dificuldades, mas mantendo em aberto uma linha vital para que o Leste pudesse resistir com êxito ao avanço nazi.
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