Batalha de Santiago de Cuba

Este conflito decorreu entre abril e agosto de 1898, tendo como motivo a libertação de Cuba. Insere-se na Guerra Hispano-Americana que marca a ascensão dos E. U. A. como potência mundial. Esta batalha desenrolou-se na localidade cubana que lhe dá o nome, no Sudeste da ilha, situada numa reentrância do mar, formando um golfo abrigado, ótimo para resguardo de navios, defendidos por uma fortaleza no topo da cidade.
Em 1898, a esquadra americana do Atlântico Norte, sob o comando do Almirante William T. Simpson, iniciou um bloqueio parcial a Cuba, enquanto no mar das Caraíbas procurou localizar e observar os navios de uma frota de guerra espanhola, comandada pelo almirante Pascual Cervera y Topete. Finalmente, a 28 de maio, navios dos E. U. A. localizaram a frota abrigada no porto de Santiago de Cuba. Enquanto a frota americana organizava uma força de bloqueio naval ao porto, o exército rapidamente preparou uma força expedicionária para atacar Santiago por terra. A 22 de junho, os Americanos venceram os Espanhóis em Santiago, nas localidades de Daiquiri e Siboney. O cerco terrestre àquela cidade prosseguiu. O governador espanhol de Cuba ordenou ao almirante Cervera que rompesse o bloqueio e salvasse os barcos.
Em meados de julho, as forças terrestres americanas bombardearam Santiago. Aliás, a 3 desse mês, Cervera tentara fugir com os navios para oeste, em coluna naval. Os barcos americanos, comandados pelo Comodoro Winfiel S. Schley, perseguiram os espanhóis e, um a um, obrigaram-nos a parar e a render-se, senão seriam atacados e destruídos. Os vasos americanos nada sofreram.
Depois de negociações, Santiago rendeu-se em 17 de julho, ficando a ilha de Cuba como protetorado americano até 1901, quando se tornou independente. Os E. U. A., no decurso desta guerra, ganharam Guam, no Pacífico, Porto Rico e as Filipinas.
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