batismo

O batismo era já conhecido dos Essénios e de outros povos da antiguidade como um ritual de purificação e renovação. O batismo entre esses povos e também entre os primeiros cristãos começou por ser um batismo de imersão. Foi assim que S. João Batista batizou Jesus nas margens do rio Jordão, introduzindo nesta forma de batismo uma inovação no facto de ser feito uma única vez, de se tratar de uma purificação moral e não só ritual e de também congregar as pessoas em volta da preparação da vinda de um Messias.
O batismo consiste basicamente na imersão e na emersão. Este ato revela bem o significado pretendido: com a imersão o ser morre e com ele todos os pecados de uma vida passada, voltando à origem aquosa do útero materno. Com a emersão, o ser renasce limpo e purificado, preparado e sintonizado com uma vida espiritual nova. Mais tarde o batismo deixou de ser por imersão e ficou apenas como sendo executado através do ritual simbólico da aspersão. Nos gestos do batismo estão presentes a colocação das mãos, o sinal da cruz, a insuflação de ar, a renunciação ao demónio, a utilização do sal da sabedoria, a unção de óleos, o vestuário branco e a vela acesa, entre outros. A intenção em todos estes atos é purificar e renovar, preparando para uma vida nova e consciente no seio de uma comunidade espiritual. O ritual do batismo também celebra de alguma forma a morte e a ressurreição de Cristo, sendo a imersão a sua descida ao túmulo e a emersão a sua ascensão aos céus. O batismo também retira o candidato do área de influência do demónio e trá-lo para junto da comunidade cristã, introduzindo-lhe a capacidade de se aperfeiçoar interiormente através da graça que lhe foi concedida pelo Espírito Santo, no momento da sua aceitação como novo elemento da comunidade cristã.
Existem outros povos com rituais semelhantes, como é o caso dos índios maias para os quais o batismo estava relacionado com os deuses do milho. Entre os Maias, os mortos eram lavados num ritual que também incluía a aspersão dos seus túmulos, significando que o morto era preparado para a vida do além através de uma espécie de batismo. Crê-se que os druidas celtas, assim como os egípcios, tinham uma espécie de batismo ritual.

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