Beleza Americana

Drama assinado pelo realizador Sam Mendes, em 1999, sob o título American Beauty, e interpretado por Kevin Spacey, Annette Bening, Mena Suvari e Thora Birch. Constituiu o primeiro filme deste realizador, mas tal não impediu a afirmação do filme no panorama cinematográfico internacional. A história assenta na personagem de Lester Burnham (Kevin Spacey), um homem a atravessar uma crise de meia-idade, com frustrações a nível profissional e sexual. É casado com Carolyn (Annette Bening), uma agente imobiliária, e ambos têm uma filha adolescente: Jane (Thora Birch). Durante a performance de um grupo de cheer-leaders, no intervalo de um jogo de basquetebol colegial, Lester sente-se imediatamente atraído por Angela (Mena Suvari), a ponto de ficar completamente obcecado por ela. Decide então dar uma completa reviravolta à sua vida: despede-se do seu emprego, arranja outro trabalho como empregado de uma cadeia de fast food e pratica musculação, a fim de impressionar Angela, que se gabava de manter uma vida promíscua. Por outro lado, Carolyn resolve cometer adultério com o seu patrão e é apanhada em flagrante pelo marido. A filha de ambos apaixona-se por Ricky (Wes Bentley), um vizinho que ganha a vida como dealer ocultando esse facto do seu pai Frank Fitts (Chris Cooper), um coronel do Exército extremamente conservador. Numa sucessão de enganos, Frank julga que o seu filho mantém uma relação homossexual com Lester. O filme foi premiado com cinco Óscares, nas categorias de Melhor Filme, Realizador, Ator (Spacey), Fotografia e Argumento Original. Este, da autoria de Alan Ball e cujos direitos cinematográficos foram adquiridos por Steven Spielberg, esteve metido na gaveta durante muito tempo, devido à delicadeza da sua temática. O filme é uma crítica violenta à moral e aos costumes, colocando as suas personagens a usar máscaras que escondem as verdadeiras personalidades: Angela, apresentada como ninfomaníaca e leviana, confessa a sua virgindade no momento em que é seduzida por Lester; o Coronel Fitts esconde o seu lado homossexual debaixo da sua austeridade e radicalismo; Carolyn ama o seu marido mas engana-o para ascender profissionalmente. É de realçar o excelente desempenho interpretativo dos atores, numa obra que, apesar do desfecho trágico, consegue transmitir uma mensagem de esperança e de amor pelas coisas simples que a vida oferece.
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