Bento X

Antipapa italiano, eleito em março de 1058. Após a morte do papa Estêvão IX, a aristocracia romana aproveitou a menoridade do príncipe Henrique IV e a distância a que se encontrava a regente Inês para eleger o cardeal bispo João Mincius de Velletri, que tomou o nome de Bento X. Contudo, e apesar de este cardeal pertencer aos reformadores, Pedro Damião de Óstia recusou-se a efetuar a sua consagração, uma vez que o Hildebrando não tinha ainda regressado da Alemanha, para que a promessa a Estêvão IX fosse cumprida. Foi então necessário recorrer ao arcipreste de Óstia para a consagração, mas os cardeais de Roma negaram-se a reconhecê-lo.
Este papa ocupou o trono de São Pedro até ao regresso de Hildebrando, em novembro de 1058. Nesta altura, o colégio cardinalício elegeu papa Nicolau II, em Siena. Mais tarde, no sínodo de Sutri, Bento X foi excomungado, exonerado de todas as suas dignidades eclesiásticas e expulso de Roma. Aceitando estas sentenças, João Mincius retirou-se para terras da sua pertença. Contudo, o clero fez com que o antipapa fosse a Roma para ser julgado; deste julgamento, apesar de João Mincius alegar que o tinham eleito contra a sua vontade, condenaram-no ao encarceramento no hospício de Santa Inês, na Via Nomentana, afirmando deste modo a supremacia da Igreja.
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