Björnstjerne Björnson

Romancista, contista, poeta e dramaturgo norueguês nascido em 1832, em Kvikne, e falecido a 26 de abril de 1910, em Paris, França. Foi durante algum tempo crítico de literatura e de teatro e foi diretor do Teatro Norske em Bergen, em 1857.
As suas primeiras novelas datam de finais dos anos 50 do século XIX. Um dos seus temas preferidos era o meio rural, como o demonstra a sua novela Arne, de 1859.
De 1865 a 1867, depois de um período a viver no estrangeiro, foi diretor do Teatro Christiania, e de 1866 a 1871 foi editor da publicação Norsk folkeblad. Participou ativamente em questões políticas, culturais e religiosas, para as quais levantou polémicas que o levaram a ser acusado de alta traição e a viajar pelo estrangeiro. Escreveu sobre os inconvenientes da industrialização, defendeu as minorias e apoiou o escritor francês Émile Zola no seu manifesto de defesa no Caso Dreyfus.
Para além de romancista e poeta, foi também dramaturgo. Entre as suas peças contam-se: Ævne I og II (Para além do Homem , 1883), På Guds vee (No Caminho de Deus, 1889).
Foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1903. A sua obra contribuiu para reabilitar a tradição cultural norueguesa e tornou-o uma importante figura pública do seu país. A letra do hino nacional da Noruega é da sua autoria.
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