bomba atómica

No final dos anos 30, físicos na Europa e nos Estados Unidos da América aperceberam-se que, em teoria, a fissão do urânio podia ser usada para criar uma arma explosiva extremamente poderosa.
Em agosto de 1939, o físico Albert Einstein enviou uma carta ao presidente americano Franklin D. Roosevelt, elucidando-o acerca destas potencialidades mas, ao mesmo tempo, alertando-o para a possibilidade de outras nações desenvolverem esse projeto, nomeadamente os alemães nazis.
O caso foi longamente analisado e explorado pelo Governo americano até que, em 1942, foi lançado o ultrassecreto Projeto Manhattan, sob a direção do brigadeiro Leslie Groves. A equipa reunida para o efeito trabalhou sobretudo (mas não apenas) em Los Alamos, Novo México, sob a orientação científica do físico J. Robert Oppenheimer, e desenhou e construiu as primeiras bombas atómicas à base de urânio-235 e do experimental plutónio-239.
A primeira explosão atómica, que teve o nome de código "Trinity", testou a bomba de plutónio e realizou-se em Alamogordo, Novo México, na madrugada de 16 de julho de 1945.
A energia libertada equivalia a um rebentamento de cerca de 20 mil toneladas de TNT. Convenceu os militares, que acreditavam que uma arma destas apressaria o termo das hostilidades no Pacífico.
Na manhã de 6 de agosto de 1945, um avião americano com o nome Enola Gay largava a primeira bomba atómica numa cidade japonesa; Hiroxima foi a escolhida e cerca de 70 a 80 mil pessoas morreram pela explosão daquele engenho de urânio ironicamente batizado com o nome de "Little Boy".
O facto não satisfez os comandos norte-americanos, que optaram por testar o segundo projétil. A vítima, desta vez, foi Nagasáqui: no dia 9 de agosto cerca de 40 mil japoneses morreram com a explosão da bomba de plutónio chamada "Fat Man".
No dia 14 do mesmo mês, o Japão capitulava.
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