Branca de Neve e os Sete Anões

Branca de Neve e os Sete Anões (Snow White and the Seven Dwarfs) foi a primeira longa-metragem em desenhos animados produzida por Walt Disney, e realizada por David Hand em 1937. É uma obra clássica de extraordinária qualidade e de cores bem conseguidas, que contribuem para o efeito de ternura e para o encanto desejado numa história de conto de fadas. Mistura de forma harmoniosa conceitos bem opostos, como o Bem e o Mal, o Feio e o Belo, o drama e o romance, acompanhados de melodias - Whistle While You Work, Heigh Ho, Some Day My Prince Will Come - e vozes perfeitamente harmonizadas. O argumento deste filme foi elaborado por Ann Blank e Richard Creedon, entre outros nomes. Conta a história de uma jovem princesa, Branca de Neve, que sofre a inveja da rainha, sua madrasta. Para se ver livre da enteada, a rainha obriga-a a ir para a floresta, onde acaba por se perder. Mais tarde, encontra uma casa muito pequena onde vivem sete anões mineiros - o Atchim, o Soneca, o Feliz, o Zangado, o Tímido, o Preguiçoso e o Vaidoso - e passa a viver com eles. Um dia, a rainha, disfarçada de velha, vai a casa dos anões e oferece à princesa uma maçã envenenada, que, ao ser comida, a põe adormecida para sempre, até que um príncipe a encontre na sua redoma de vidro, no interior da floresta, e lhe dê o primeiro beijo, quebrando o encanto. É um dos melhores filmes animados de sempre e continua a ser apreciado, principalmente pelas crianças. Apesar de ser geralmente considerada a primeira longa-metragem da história do cinema de animação, foi realmente a quarta. Antes, em 1917, o argentino Quirino Cristiani realizou El Apostol (hoje desaparecido). Depois, foi a vez de As Aventuras do Príncipe Achmed, realizado em 1926 pela alemã Lotte Reiniger; seguiu-se-lhe, em 1930, O Romance da Raposa, dirigido pelo polaco Wladyslaw Starewicz.
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