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braquiópodes
Existem cerca de 325 espécies vivas e cerca de 1200 espécies fósseis que viveram nos mares paleozoicos e mesozoicos. As suas conchas constituem fósseis muito dispersos e abundantes nos estratos rochosos de origem marinha e são úteis para estabelecer correlações entre tais depósitos. O género que vive na atualidade, Lingula, não é muito diferente de como era no Ordovícico, há uns 400 milhões de anos. Possivelmente é o género de animal vivo mais antigo. Todos os braquiópodes atuais são marinhos, solitários e, em geral, vivem fixos nos fundos. Na sua maior parte encontram-se em águas temperadas. O tamanho das conchas varia entre os 5 milímetros e os 7,5 centímetros, mas alguns fósseis apresentam conchas com 38 centímetros de largura.
Os sexos são separados e as gónadas lançam, no exterior, os gâmetos através dos nefrídios. A fertilização é externa mas algumas espécies transportam os ovos e os juvenis. A simetria é radial. O blastóporo fecha mas a sua relação com a boca é incerta. Há duas classes de braquiópodes baseados na estrutura da sua concha. As valvas dos articulados são ligadas por uma articulação com um entrelaçamento com a palmilha como acontece no género Terebratella, enquanto que nos inarticulados a articulação é exclusivamente muscular como acontece nos géneros Lingula e Glottidia.
Os indivíduos da classe Articulata passam por metamorfoses enquanto nos da classe Inarticulata o desenvolvimento é direto, sendo os juvenis muito semelhantes aos adultos já com um pedículo e cavidade do manto ou paleal.
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