Bruce Beresford

Realizador e argumentista australiano, Bruce Beresford nasceu a 16 de agosto de 1940 em Sydney. Começou por produzir documentários em Inglaterra como chefe do British Film Institute Production Board, entre 1966 e 1970. Em 1971, regressou à Austrália e foi um dos impulsionadores da chamada Nova Vaga australiana, nomeadamente com o sucesso comercial das comédias que constituíram a sua estreia cinematográfica como realizador: The Adventures of Barry McKenzie (1972) e Barry McKenzie Holds His Own (1974). A seguir fez Don's Party (1976), um sucesso comercial e crítico que se baseava numa peça teatral controversa, e The Getting of Wisdom (1978), um emotivo drama de época. Em 1980, escreveu e realizou aquele que é por muitos considerado o seu melhor filme: Breaker Morant (Justiça e Guerra), um esplêndido drama de tribunal antibélico baseado num acontecimento verídico. Selecionado para a competição do Festival de Cannes, o filme foi um sucesso internacional e conferiu-lhe a nomeação para o Óscar de Melhor Argumento Adaptado.
Com a notoriedade obtida, começou a receber propostas de Hollywood, tendo escolhido realizar o drama Tender Mercies (Amor e Compaixão, 1983), que lhe deu a nomeação para o Óscar e para o Globo de Ouro de Melhor Realizador. A partir daqui, contudo, a sua carreira tornou-se errática, oscilando entre as muitas desilusões e algumas obras razoavelmente bem-sucedidas. King David (O Rei David, 1985) foi um dos seus maiores fracassos, mas Crimes of the Heart (Crimes do Coração, 1986) foi bem recebido. Em 1989, realizou outro grande sucesso - Driving Miss Daisy (Miss Daisy) - com Jessica Tandy e Morgan Freeman, vencedor do Óscar de Melhor Filme e nomeado para o BAFTA de Melhor Realizador.
Em 1991, realizou The Black Robe (O Missionário), um drama sobre um dos períodos mais tumultuosos da história do Canadá. Depois fez uma série de filmes que não conseguiram atingir o sucesso: Mr. Johnson (1991), Silent Fall (Sem Testemunhas, 1994) e A Good Man in Africa (Sarilhos em África, 1994). Mesmo Last Dance (A Última Dança, 1996), com Sharon Stone a interpretar uma condenada à morte, obteve pouco impacto. Em 1997, realizou e escreveu Paradise Road (A Estrada do Paraíso), um drama passado na Segunda Guerra Mundial com Cate Blanchett, Glenn Close e Frances McDormand. Dois anos depois, dirigiu um thriller de razoável sucesso, Double Jeopardy (Duplo Risco), com Ashley Judd e Tommy Lee Jones. Em 2002, realizou Evelyn.
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