Bryan Adams

Cantor e guitarrista canadiano, de nome completo Bryan Guy Adams, nasceu a 5 de novembro de 1959, em Kingston, Ontario. Foi um dos mais populares músicos rock a emergir nos anos 80. A energia que coloca nos concertos é uma das suas marcas mais características, a par da mestria dos seus companheiros de sempre em palco: Keith Scott, na guitarra, e Mickey Curry, na bateria.
A sua primeira experiência musical, como vocalista, aconteceu num grupo canadiano chamado Sweeney Todd, para o qual entrou apenas com 16 anos. Com os Sweeney Todd editou o álbum If Wishes Were Horses (1977), mas, devido ao fracasso das vendas, acabou por sair e, com ele, levar à extinção do próprio grupo.
Pouco tempo depois iniciou a sua carreira como compositor ao lado de Jim Vallence, antigo membro dos Prism. Adams e Vallence escreveram canções para grupos como Loverboy, Bachman-Turner Overdrive, Kiss ou para a cantora Bonnie Tyler. Os seus dois primeiros trabalhos, Bryan Adams (1980) e You Want It, You Got It (1981), não obtiveram o êxito desejado. Foi com Cuts Like A Knife (1983) que Bryan Adams foi finalmente reconhecido internacionalmente. Atingindo a marca de platina em apenas 8 meses, de Cuts Like A Knife fizeram parte temas como "Straight From The Heart", "Cuts Like A Knife" e "This Time".
O ano de 1984 viu sair o álbum que catapultou Adams para o estrelato mundial. Reckless alcançou o topo das tabelas de vendas e porporcionou-lhe, pela primeira vez, uma nomeação para um prémio grammy. Este trabalho incluiu os clássicos "Run To You", "Heaven", "Summer of '69", "Somebody", "One Night Love Affair" e "It's Only Love", um dueto com Tina Turner. Seguiu-se uma extensa digressão mundial, por entre a qual ainda gravou o single natalício, "Christmas Time" (1985).
Na segunda metade da década, Adams conheceu algum declínio em termos comerciais com Into The Fire (1987), que apenas incluiu o sucesso "Heat Of The Night". O cantor foi condecorado com a Ordem do Canadá pelo trabalho desenvolvido em várias causas de ordem social e ambiental. Entre várias iniciativas, destacou-se a sua participação, em 1985, no concerto Live Aid e a colaboração, no final da década, com a Greenpeace, possibilitando a fundação de um santuário de baleias na Antártida.
A década de 90 não podia começar melhor: Waking Up The Neighbours (1991) devolveu-lhe o sucesso comercial que só atingira com Reckless. Entre os seus novos sucessos, contavam-se "Can't Stop This Thing We Started", "There Will Never Be Another Tonight", "Thought I Died And Gone To Heaven", "Do I Have To Say The Words" e o multigalardoado "(Everything I Do) I Do It For You", que entrou para o Guiness Book Of Records como o disco que mais tempo permaneceu em primeiro lugar das tabelas de vendas britânicas.
Seguiram-se So Far, So Good (1992), uma coletânea dos seus maiores êxitos que incluiu o original "Please Forgive Me", e a colaboração na banda sonora do filme Os Três Mosqueteiros (1993) com o single "All For Love", ao lado de Sting e Rod Stewart.
A segunda metade dos anos 90 revelaram um Bryan Adams mais sofisticado em termos estéticos, mas sempre fiel ao pop-rock. Nesse período editou: 18 'til I Die (1996), que originou os sucessos "The Only Thing That Looks Good On Me Is You" e "Let's Make A Night To Remember"; MTV Unplugged (1997), do qual se destacaram "Back To You" e uma nova versão de "I'm Ready"; On A Day Like Today (1998), do qual fizeram parte "Cloud #9", "When You're Gone", em dueto com Mel C (ex-Spice Girls), "Inside Out" e o tema-título; The Best Of Me (1999), a segunda coletânea da sua carreira, que incluiu ainda os originais "The Best Of Me" e "Follow".
Foi por três vezes nomeado para o óscar da Academia de Hollywood na categoria de Melhor Canção Original: em 1992, com "(Everything I Do) I Do It For You", tema principal da banda sonora de Robin Hood: Prince Of Thieves (Robin Hood: Príncipe dos Ladrões, 1991), em 1995 com "Have You Ever Really Loved A Woman?", retirado da banda sonora do filme Don Juan DeMarco (1995), e em 1996, com "I Finally Found Someone", em dueto com Barbra Streisand, que fez parte da banda sonora da longa-metragem The Mirror Has Two Faces (1996). Os prémios MTV também o premiaram em 1986 pela Melhor Atuação em Palco com "It's Only Love" e, em 1992, pela Melhor Canção para Filme, com "(Everything I Do) I Do It For You". Já ganhou também inúmeros prémios Juno, os galardões canadianos para a música.
Em julho de 2000 juntou-se aos Artists Against Piracy, uma associação de artistas preocupados em defender a sua música da distribuição ilegal feita através da Internet. Em setembro do mesmo ano, na Jamaica, sofreu um acidente de mota que lhe provocou ferimentos numa perna. Nesse ano marcou ainda a participação vocal no single de Chicane, "Don't Give Up". A 27 de novembro participou no concerto Teenage Cancer Trust, no Royal Albert Hall, em Londres.
Em 2003, o cantor canadiano editou Live At The Budokan, um registo ao vivo do concerto gravado no Japão em 2000 e que inclui, num alinhamento de 41 faixas, os principais êxitos do cantor.
Em fevereiro de 2005, Brian Adams fez três concertos em Portugal, dois em Lisboa e um no Porto, revivendo temas dos seus 25 anos de carreira.
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