bula

Os documentos eclesiásticos mais importantes, que têm o nome de Apostolicae sub plumbeo litterae, foram, desde os primeiros séculos do Cristianismo, validados com uma bola de metal pendente do próprio documento, iniciando-se o costume em Bizâncio ou Constantinopla e passando o uso para Roma e instituições ocidentais. Estas bolas ou bullae, mais tarde achatadas, eram feitas normalmente em chumbo, havendo também exemplares em ouro, prata dourada e prata.

A iconografia estabelecida destes selos, introduzida pelo papa Pascoal II, é uma cruz ladeada pelas cabeças de S. Pedro e S. Paulo, com as letras S. PE. e S. PA. na frente, e na parte de trás o nome do papa em funções, o título de "papae" e o número na ordem (inserido pelo pontífice Leão IX) que cabe ao mesmo pontífice.
A partir de 1878 foi ordenado pelo papa Leão XIII que apenas os documentos de maior relevância fossem bulados, sendo a fórmula inalterável de início destes (desde Gregório Magno) o nome do pontífice seguido de episcopus servus servorum Dei.

A primeira frase do texto costuma identificar a bula e o seu tema, como são exemplo a Redemptor Hominis (1979) e Fides et Ratio (1998), emitidas pelo papa João Paulo II.
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