Cabral do Nascimento

Poeta português, nascido em 1897 e falecido em 1978, natural do Funchal, veio para o continente em 1915, onde se viria a licenciar em Direito pela Universidade de Coimbra. Foi professor, conservador das bibliotecas e arquivos nacionais e diretor do arquivo distrital e do Arquivo Histórico da Madeira. Colaborou na revista coimbrã Ícaro e foi o organizador da segunda série da antologia das Líricas Portuguesas, sendo ainda responsável pelos Poemas Narrativos Portugueses e pela Coletânea de Versos Portugueses.
A sua poesia foi revelada por Fernando Pessoa e situa-se entre o Saudosismo e o Modernismo, constituindo um rigoroso registo poético, num tom misturado entre a devoção e a zombaria da pluralidade psíquica. Aliás, o lema dos Cadernos de Poesia "A poesia é só uma" é da sua autoria.
A sua estreia poética data de 1916 com os sonetilhos As Três Princesas Mortas Num Palácio em Ruínas, que levou Pessoa a considerá-lo um poeta "Digno de Orpheu". Seguem-se-lhe Além-Mar, Litoral e Cancioneiro, obra distinguida com o Prémio Antero de Quental. Escreveu também literatura infantil, foi historiador e um exímio tradutor, divulgando na nossa língua grandes nomes da literatura inglesa, norte-americana e francesa.
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