Caldas da Rainha


Aspetos Geográficos
O concelho de Caldas da Rainha, do distrito de Leiria, localiza-se na Região do Centro (NUT II) e no Oeste (NUT III). Situado próximo da serra dos Candeeiros, é limitado a norte pelo concelho de Alcobaça, a sul pelos de Cadaval (distrito de Lisboa) e pelo Bombarral, a este pelo de Rio Maior (distrito de Santarém) e a sudoeste pelo de Óbidos, e a oeste estende-se até ao oceano Atlântico.
No total abrange uma área de 256 km2 e é constituído por 16 freguesias: A-dos-Francos, Alvorninha, Carvalhal Benfeito, Coto, Foz do Arelho, Landal, Nadadouro, Nossa Senhora do Pópulo, Salir de Matos, Salir do Porto, Santa Catarina, Santo Onofre, São Gregório, Serra do Bouro, Tornada e Vidais. Em 2005, o concelho apresentava 50 847 habitantes.
O natural ou habitante de Caldas da Rainha denomina-se caldense.

História e Monumentos
Caldas da Rainha foi fundada pela Rainha D. Leonor, esposa do Rei D. João II, no século XV, mas apresenta vestígios pré-históricos e romanos.
Em 1485, D. Leonor foi também responsável pela criação da estância termal, com fins hospitalares, para a cura de várias doenças através das propriedades das águas.
As termas, associadas ao facto de Caldas da Rainha ser ponto de passagem obrigatório entre o litoral e o interior, contribuiram para o grande desenvolvimento da vila e da região.
Em 1821 foi elevada a sede de concelho e em 11 de agosto de 1927 a cidade.
Do património arquitetónico salientam-se as Igrejas de N. Sra. do Pópulo (1500; D. Leonor), de N. Sra. da Piedade e a Paroquial de N. Sra. da Conceição (1952), as Ermidas de S. Sebastião (séc. XVI), do Espírito Santo e de N. Sra. dos Remédios, a Capela do Espírito Santo e a Capela de S. Jacinto.
A nível de museus destacam-se o Museu de Cerâmica, o Museu Regional de José Malhoa, o Museu Atelier António Duarte e o Museu de Rafael Bordalo Pinheiro.
Outros pontos de interesse são: o Hospital de D. Leonor (séc. XV; D. Leonor), o Palácio Real (hoje o Tribunal Judicial), o Parque D. Carlos I, a Mata do Hospital, o Chafariz das Cinco Bicas (séc. XVII; D. João V), a Casa da Câmara (séc. XVIII; D. João V), a Estátua da Rainha D. Leonor (1935), o Parque D. Carlos I e a Mata, a Quinta de N. Sra. de Guadalupe (séc XVI) e as praias da Foz do Arelho, de Salir do Porto e da Lagoa de Óbidos.

Tradições, Lendas e Curiosidades
Todos os anos se realizam as Festas da Cidade nos dias 14 e 15 de maio e algumas feiras, destacando-se as que que têm lugar a 23, 24 e 25 de junho e a 15 de agosto, com venda de trapos, móveis, quinquilharias, comes e bebes, e gado e divertimentos, com destaque para a tradicional tourada. Realiza-se também uma feira todos os meses no segundo e no último domingo de cada mês. Realiza-se ainda a feira das segundas-feiras, onde se vendem vestuário, sapatos e utensílios para a lavoura, para além de haver barracas de comes e bebes. Na Praça da República tem lugar o mercado de frutas e legumes todos os dias.
O feriado municipal decorre a 15 de maio.
A nível de artesanato sobressaem os trabalhos de cerâmica, a louça, as caricaturas em barro, os bordados e as figuras típicas do Zé Povinho, criadas por Rafael Bordalo Pinheiro.

Economia
A principal atividade económica é o setor terciário relacionado com o comércio a retalho, o turismo termal e as praias.
O setor secundário tem tradição nas fábricas de porcelana e faianças, mas também nas indústrias de calçado, vestuário, cutelaria, mobiliário, bebidas e artes gráficas e na indústria agroalimentar. A construção civil e as obras públicas têm também um peso económico importante neste setor.
O concelho reúne condições físicas favoráveis à prática da agricultura, destacando-se uma agricultura intensiva de vinho e cereais, a qual tem vindo a ser substituída por produtos hortícolas e pomares (pereiras e macieiras).
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