cancro

O cancro é um tumor maligno, responsável pela morte de centenas de milhares de pessoas por ano. É sobretudo uma doença da idade adulta, mas os adolescentes e mesmo os jovens são muitas vezes atingidos. Caracteriza-se pela divisão desordenada de células formando um tumor que se ramifica, invadindo os tecidos vizinhos e tornando quase impossível a delimitação da sua ação.

Após um ferimento, verifica-se que a ferida cicatriza. As células do órgão lesado multiplicam-se para reparar a brecha feita no organismo. Uma vez completo este trabalho, a divisão celular para. Este é um mecanismo regulador ainda hoje mal conhecido. Por vezes, sem que haja qualquer ferimento, certas células entram ativamente em divisão, sem qualquer ordem, formando uma massa de tecido chamado tumor.
Existem dois tipos de tumores:

 - tumores benignos, que apresentam um desenvolvimento limitado. A multiplicação de células termina e o tumor, rodeado por uma cápsula, não invade os tecidos vizinhos. As verrugas são um exemplo de tumor benigno;

 - tumores malignos, que se ramificam e invadem os tecidos vizinhos. Assim se formam os cancros, que, ao contrário dos tumores benignos, são sempre mal delimitados.

Os sintomas cancerosos são extremamente variáveis. O primeiro período é em geral indolor. Num ponto qualquer do corpo, pode aparecer um tumor maligno que, com o seu desenvolvimento, invade os tecidos e órgãos vizinhos. Formam-se cordões de células que rodeiam o tumor inicial, engrossam e se ramificam, atingindo os gânglios linfáticos. O tumor desenvolve-se entrecruzando-se por tecidos cancerosos e tecidos sãos. O cancro pode tornar-se doloroso.

Quando as células cancerosas se destacam do tumor, o cancro generaliza-se. Arrastadas pela linfa e pelo sangue, essas células vão-se imobilizar em diferentes partes do organismo, conservando o poder de se dividirem desordenadamente. Formam-se assim novos tumores, denominados metástases. Os tecidos são comprimidos e destruídos por todos estes tumores.

Todos os órgãos, mesmo os ossos, podem apresentar cancros. Certas leucemias são verdadeiros cancros do sangue. A origem do cancro é na maior parte dos casos desconhecida. Uma coisa, porém, é certa: o cancro não é contagioso.

Causas aparentemente sem relação umas com as outras podem originar cancros. Contudo, há algumas substâncias que são consideradas cancerígenas. Conhecem-se já há muito tempo cancros profissionais produzidos pelo contacto repetido com certos produtos químicos (asbesto, anilinas, etc.). O tabaco é um produto que contém diversas substâncias cancerígenas. São também cancerígenos determinados tipos de radiação e queimaduras ligeiras mas repetidas. A simples irritação repetida pode, com o tempo, transformar um tumor benigno num tumor maligno. Certos cancros da língua têm origem numa lesão provocada pela fricção dum corpo duro, como, por exemplo, um cachimbo, uma dentadura mal adaptada, etc.

O melanoma é o cancro da pele mais perigoso e mais agressivo para a espécie humana, atingindo grupos etários muito jovens. Este tumor parece estar intimamente associado à exposição solar aguda e intempestiva, frequentemente acompanhada de queimaduras solares ou escaldões.

Nenhuma observação pode provar que o cancro é hereditário, mas verifica-se que em certas famílias há predisposições hereditárias, o que quer dizer que o cancro se pode desenvolver mais facilmente nos membros destas familias.

As principais localizações do cancro variam segundo as regiões do globo. O cancro do fígado é mais vulgar nas zonas tropicais e no Japão; o cancro da pele é frequente nos indivíduos de pele branca e praticamente ignorado nos indíviduos com pele negra. O cancro do estômago é frequente no Japão, Indonésia e América.

Atualmente, quando detetados a tempo, a maioria dos cancros tem possibilidade de cura. A chave do sucesso está na sua profilaxia e deteção precoce. Os tratamentos essenciais do cancro são a cirurgia, a radioterapia, a quimioterapia e a eletrocoagulação.

Uma maneira de fazer a profilaxia do cancro e a sua deteção atempada é estar atento aos sinais de aviso. A deteção de alguns sinais deve levar-nos ao médico, tendo embora em atenção que, em muitos casos, não se trata de nada de grave.

A 4 de fevereiro comemora-se o Dia Mundial da Luta contra o Cancro e a 30 de outubro é assinalado em Portugal o Dia Nacional de Prevenção do Cancro da Mama.


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