candelabro (mitologia)

Os textos bíblicos referem-se aos candelabros como sendo de ouro puro e como tendo sete lâmpadas. De ouro puro são também todos os seus acessórios, como os espevitadores e os vasos. No Livro do Êxodo existem tradições específicas para a sua construção: a um eixo principal estão dispostos de cada lado três braços, num total de sete braços em forma de flor de amendoeira.

Na visão de Zacarias, o anjo elucida-o sobre o significado dessa revelação em que o candelabro de sete braços é representado juntamente com duas oliveiras que fornecem o azeite necessário para alimentar os bicos das lâmpadas. As sete luzes seriam os olhos de Deus que perscrutam toda a terra e as oliveiras simbolizariam o azeite da unção que dá o poder espiritual e temporal aos homens.
Entre os hebreus, o castiçal de sete braços tem o nome de menorah, símbolo da luz divina, e corresponde à árvore de luz sagrada da Babilónia. Para alguns escritores judeus, o menorah simboliza o movimento do universo com o sol ao centro e os seus planetas a rodeá-lo, sendo ao mesmo tempo a luz de Deus e nesse contexto utilizada como decoração nas sinagogas e nos túmulos funerários.

No Livro do Apocalipse são mencionados sete candelabros, que representam as sete igrejas.

Entre os cristãos, o candelabro era associado à cruz de Cristo, e estas duas imagens estavam também relacionadas com antigas representações da árvore da vida. Os sete braços do candelabro designavam aos sete arcanjos superiores e outras vezes apareciam representados como os planetas e o sol que tinham à sua volta os signos do Zodíaco e as estações do ano, mais uma vez num esforço de os tornar o mais próximo possível da representação do cosmos.

Entre os celtas, o candelabro era uma representação da luz da vitória e, por isso, simbolizava também os guerreiros empunhando as suas lanças.
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