Cantos do estio e do outono

Último livro de poesias publicado em vida de Luís de Magalhães, onde avulta o desencanto pessimista, manifesto num certo saudosismo elegíaco ("A jornada") e no idealismo religioso ("A ladaínha da mulher", "Rosa mística"). A atitude de recolhimento interior ("Na primeira página de um álbum") coexiste com a busca de refúgio no ambiente familiar ("inverno", "Domus aurea"), como resposta à omnipresença dos espetros do inverno e da morte ("inverno", "Crepúsculo", "O vento", "O brigue negro"). Algumas composições, como "As sereias" e "O brigue negro", revelam influências do simbolismo.
Como referenciar: Cantos do estio e do outono in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-05-31 08:37:09]. Disponível na Internet: