Capitalismo Industrial

Resultado das revoluções industriais do vapor e da eletricidade, o capitalismo industrial em Portugal estendeu-se desde cerca do início de 1800 a 1926, abertas as portas pelo vintismo. Concretizando, o capitalismo no que se refere à indústria portuguesa teve o arranque definitivo em 1852, com o surgimento dos primeiros materiais feitos através de máquinas, nomeadamente nos setores do tabaco, têxtil e metalúrgico. Ao chegar ao ano de 1860 tinha-se já implantado um consistente sistema de sociedades anónimas, bancos e seguradoras de cariz privado, tornando-se o capitalismo industrial o sistema de organização da economia em vigor. Contudo, a evolução dentro destes parâmetros foi lenta, havendo apenas cerca de 15 000 trabalhadores fabris em Portugal no ano de 1852. Temos a acrescer que a extinção das ordens religiosas em Portugal em 1834 permitiu dispor de um vasto acervo de terrenos que proporcionaram um desenvolvimento que se manifesta através dos fatores de que temos vindo a falar, impulsionado por medidas legislativas como as tomadas por Mouzinho da Silveira no sentido de criar infraestruturas como estradas, caminhos de ferro, telégrafos e portos.
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