Captura de Valeriano

Publius Licinius Valerianus foi imperador romano de 253 a 259 ou 260. Descendente de uma família nobre, em 238 tornou-se princeps senatus. O seu período governativo enquadra-se numa conjuntura de anarquia militar e momentos de crises a vários níveis que atingiram duramente o Império ao longo do século III.
Após a derrota de Gallus, sucessor de Decius, no Reno, em 253, Valeriano foi nomeado imperador pelos próprios soldados, que assassinaram os seus rivais. Defrontou-se depois com várias dificuldades, tanto a nível militar, com as lutas de fronteira a norte e a sul, como económico. Implacável na perseguição aos cristãos, era sua prática corrente proceder à confiscação de bens aos membros mais ricos da sociedade.
Associou ao Império o seu filho Gallienus, deixando-lhe o encargo da guerra com a Europa para defesa do Ocidente, promovendo-se a ofensiva contra os Godos. Apesar de fazer tudo o que estava ao seu alcance para manter o Império, acabou por ser derrotado e foi feito prisioneiro por Shapur I, rei da Pérsia, enquanto tentava desbloquear Edessa, alvo de um fortíssimo assédio em 259-260. O imperador foi extremamente ultrajado acabando por não resistir. Tradicionalmente conta-se que o rei persa empalou Valeriano, pintou o seu corpo de vermelho colocando-o depois à vista de todos, numa plataforma erigida no seu palácio.
Como referenciar: Captura de Valeriano in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-12-10 08:16:34]. Disponível na Internet: