carga elétrica e adsorção de iões

Quando se realiza uma observação ampliada de uma solução coloidal que é submetida a uma diferença de potencial entre dois elétrodos, verifica-se que, por ter havido migração das partículas para um dos polos, a solução tem nesse polo uma zona mais opaca e no outro uma zona mais transparente. Esta migração não é mais do que a confirmação da existência de partículas coloidais com carga elétrica.
As partículas coloidais adsorvem iões à sua superfície, adquirindo carga elétrica com sinal igual à desses iões. Por exemplo, os hidrossóis de metais são coloides negativos, enquanto que os hidróxidos metálicos, por terem um carácter alcalino, adsorvem os iões hidrogénio e originam coloides positivos. A eletroforese é uma técnica que se baseia no deslocamento de partículas coloidais (positivas ou negativas) para um dos polos, quando se submete um coloide a um campo elétrico. Se a carga da partícula é positiva, ela dirige-se para o cátodo e este deslocamento designa-se por cataforese. Se a carga da partícula é negativa, ela dirige-se para o ânodo e designa-se por anaforese.
A eletroforese é muito utilizada na separação de proteínas, enzimas e aminoácidos.
Algumas partículas coloidais adsorvem, de forma preferencial, aniões, enquanto outras adsorvem catiões. Pode admitir-se que à volta de uma partícula coloidal existam duas camadas elétricas: uma que foi fixada por adsorção, dando a carga ao coloide, e outra que é constituída por iões da solução.
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