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carisma
Significando originalmente "graça divina", o conceito entra na terminologia sociológica através de Max Weber, que o vai buscar a Ernst Troeltsch, um dos fundadores da sociologia das religiões, para contrapor a "autoridade carismática" dos profetas inspirados com a "autoridade legítima" dos chefes. Esta autoridade, fundada sobre os dons excecionais ou qualidades eminentes dos chefes, caracteriza-se pelo facto de não ser delegada por outros. Em última análise, toda a autoridade é revestida de um certo "carisma", uma vez que no topo de qualquer hierarquia há um cargo considerado poderoso que se afirma de qualidades excecionais. Líderes carismáticos irrompem continuamente ao longo da História, e podemos encontrá-los tanto em sociedades em vias de desenvolvimento como nas consideradas mais modernas. Mesmo não se exprimindo através da lei, o poder do líder carismático afirma-se como legítimo nas sociedades consideradas racionalizadas. No entanto, sendo o carisma uma qualidade atribuída ao indivíduo, a manutenção do seu poder é frágil, dada a impossibilidade em institucionalizá-lo, transmiti-lo ou torná-lo de alguma forma permanente.
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