Carlos Avilez

Ator e encenador português, de nome verdadeiro Carlos Vítor Machado, nascido em 1937. Após uma colaboração com o Teatro Experimental de Lisboa e com o Teatro Universitário, estreou-se profissionalmente, em 1956, como ator, na Companhia do Teatro Nacional com a peça Santa Joana de Bernard Shaw. Iniciou então uma carreira que tomaria várias facetas, através da participação no cinema, na rádio e na televisão, apesar de se ter distinguido mais no teatro, encenando obras como A Casa de Bernarda Alba (1966), de Garcia Lorca, Oh, Que Delícia de Coisa (1968), de Miguel Gila, Felizardo e Companhia, Modas e Confeções (1978), de Eduardo Schwalbach, Crime da Aldeia Velha (1996), de Bernardo Santareno, Dama das Camélias (1997), de Alexandre Dumas, D. Quixote (1997), de Ivez Javiaque e Frei Luís de Sousa (1999), de Almeida Garrett. Foi também dramaturgo, tendo assinado a autoria da peça Se Amanhã Fosse Hoje (1958). Trabalhou em várias companhias, entre as quais as do Teatro Villaret, do Teatro Experimental do Porto, do Teatro Maria Matos e do Teatro Nacional Dona Maria II, tendo dirigido esta última entre 1994 e 2000. Foi também o principal encenador da representação portuguesa na Expo-70 em Osaka, tendo também sido um dos fundadores da Companhia do Teatro Experimental de Cascais, em 1965.
Como referenciar: Carlos Avilez in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-06-26 18:50:07]. Disponível na Internet: