Carlos Reis (ensaísta)

Ensaísta e professor português nascido em 1950, em Angra do Heroísmo, nos Açores, licenciado em Línguas e Literaturas Modernas pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Professor de Teoria da Literatura, Teoria da Literatura Comparada, Introdução aos Estudos Literários e Literatura Espanhola (moderna e contemporânea) nesta Universidade antes de 1975, foi também o responsável pela cadeira de Literatura Portuguesa (moderna e contemporânea) e um dos fundadores da Universidade Aberta, criada em 1988.
Prestigiado catedrático desde 1990, recebeu já vários convites para lecionar em muitas Universidades como as de Salamanca, Wisconsin-Madison, Santiago de Compostela e Massachusetts-Dartmouth, entre outras.
Especializado em Literatura Portuguesa dos séculos XIX e XX e em Teoria da Narrativa, publicou sobre esta área vários livros de prestígio internacional e assinou dezenas de artigos em revistas universitárias.
Incumbido, ao longo da sua carreira, de vários cargos de direção, como coordenador da Edição Crítica da Obra do escritor Eça de Queirós, da História Crítica de Literatura Portuguesa e da Área de Língua e Cultura Portuguesa da Universidade Aberta, foi também diretor do Instituto de Estudos Espanhóis e do Instituto de Língua e Literatura Portuguesas (1989-1991), e designado coordenador científico do Centro de Literatura Portuguesa pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (2002).
Após a demissão de Francisco Bethencourt Rodrigues, assumiu, de 1998 a 2002, o cargo de diretor da Biblioteca Nacional. Nestas funções, Carlos Reis definiu como linha de ação prioritária a necessidade de conservar e fazer o restauro dos documentos tombados no Campo Grande e a de dar continuidade à aposta nas novas tecnologias, defendendo, para tal, o estabelecimento de uma política de mecenato.
Em abril de 2006, foi eleito Reitor da Universidade Aberta.

É Doutor Honoris Causa pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, comendador da Ordem de Isabel, a Católica, benfeitor e sócio grande benemérito do Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro e sócio correspondente da Academia Lusíada de Ciências, Letras e Artes de São Paulo. Em 1996, foi galardoado com o Prémio Jacinto do Prado Coelho, da Associação Internacional de Críticos Literários, e, em 2001, foi distinguido com o prémio Multimédia XXI, na área "Conhecimento, Descoberta e Cultura", atribuído ao CD-ROM Vida e Obra de Eça de Queirós, que coordenou.
Publicou, entre outras, as seguintes obras: Textos Teóricos do Neorrealismo; Estatuto e perspetivas do narrador na ficção de Eça de Queirós; Introdução à leitura d'Os Maias; O Discurso Ideológico do Neorrealismo Português; Dicionário da Narratologia (em colaboração com Ana Cristina M.Lopes); Para una semiótica de la ideologia (tradução parcial de O discurso ideológico do Neorrealismo Português); Introdução à leitura das Viagens na minha Terra; A Construção da Narrativa Queirosiana. O Espólio de Eça de Queirós (em colaboração com Maria do Rosário Milheiro); Literatura Moderna e Contemporânea (com a colaboração de Ana Nascimento Piedade, Isabel Cristina Rodrigues, Maria João Simões e Maria do Rosário Milheiro). Edição da Universidade Aberta, Literatura Moderna e Contemporânea está dividida em oito capítulos que abrangem o período que começa no Romantismo e acaba no Modernismo.
Como referenciar: Porto Editora – Carlos Reis (ensaísta) na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-12-08 18:07:23]. Disponível em