Carolina Michaëlis de Vasconcelos

Romancista, filóloga e historiadora da literatura portuguesa, nascida em 1851, em Berlim, e falecida em 1925, no Porto. Foi basicamente autodidata, pois no seu tempo não era permitido às mulheres frequentar os ensinos médio e superior. Publicou trabalhos na área da língua e literaturas italiana e espanhola com apenas 16 anos e cedo se tornou conhecida nos meios intelectuais europeus.
Apaixonou-se pela cultura, língua e literatura portuguesas, tendo-se interessado especialmente por assuntos românicos, trocando correspondência com alguns membros da Geração de 70, como Teófilo Braga e Joaquim de Vasconcelos, com quem viria a casar, adquirindo nacionalidade portuguesa.
Foi a primeira mulher a lecionar numa universidade portuguesa, mais concretamente na Universidade de Coimbra, desenvolvendo o seu trabalho de investigação no âmbito da cultura portuguesa medieval e quinhentista. Dirigiu, na sua fase inicial, a revista Lusitânia, de estudos portugueses, constituída por dez números publicados de janeiro de 1924 a outubro de 1927, em Lisboa, e redigiu artigos para jornais importantes na época, como O Comércio do Porto e o Primeiro de janeiro.
Recebeu várias honras, entre elas, os títulos Doutor Honoris Causa pelas Universidades de Friburgo (1893) e Hamburgo (1923), ambas alemãs, e pela Universidade de Coimbra (1916). Em 1901, foi-lhe entregue a insígnia de Oficial da Ordem de Santiago da Espada pelo rei D. Carlos.
Apesar de ter havido resistência por parte de membros mais conservadores, Carolina Michaëlis e a escritora Maria Amália Vaz de Carvalho foram as duas primeiras mulheres a ser admitidas na Academia de Ciências de Lisboa, em 1912.
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