Casa del Fascio
O projeto para a Casa da Fascio, a construir numa praça nas traseiras da catedral de Como, foi encomendado em 1932 ao jovem arquiteto Giuseppe Terragni pelo partido fascista italiano.
Na primeira versão, o edifício formava um U que continha um pátio aberto para a fronteira Piazza dell'Impero. Com a evolução do projeto este espaço tornou-se interior, funcionando como um vasto espaço de articulação de dupla altura, dotado de um largo acesso.
Volumetricamente a Casa del Fascio era um prisma quadrangular perfeito com 33,20 metros de lado e 16,60 metros de altura, correspondendo portanto a meio cubo. O edifício era elevado numa plataforma que lhe dava estatuto monumental. Todas as fachadas eram formadas por dois quadrados e apresentavam soluções compositivas diferentes e assimétricas, embora com génese numa grelha ortogonal de módulos retangulares obtidos através de uma atenta relação proporcional. Em todas manifestava-se o gosto pela matéria escavada, pelo sentido de profundidade e pela criação de tensões que conduziam a uma perfeição formal afastada das banais composições classicistas da cultura arquitetónica fascista.
A estrutura de betão armado era revestida por mármore de Bolticino que introduzia um sentido de volume que se encontrava em coerência com o carácter público do edifício e o aproximava simbolicamente das instituições tradicionais do centro de Como.
A imagem exterior, devido à especificidade da sua implantação e à articulação com a envolvente levou à hierarquia dos alçados, remetendo para a solução tradicional de alçado frontal, alçados laterais e traseiras. A fachada principal, que se volta para a praça revelava o desejo de criar uma frontalidade austera e áulica. A fachada sul era uma entidade escultórica, com as suas fundas janelas criando zonas de sombra que se tornavam expressivas quando observadas em escorço a partir da rua estreita.
A solução da fachada modelada em profundidade prolongava-se para o espaço interior. O grande átrio central, com duplo pé-direito e cobertura translúcida acentuava a ideia de centralidade compositiva e constituía um dos principais elementos de iluminação natural do edifício. Uma entrada larga, cujas dezasseis portas podiam ser abertas em simultâneo, permitindo o movimento livre das multidões, assim como a sala de reuniões principal (com uma fotomontagem de Musolini em relevo executada por Mário Rodice) e o santuário comemorativo dos mortos do movimento fascista acentuavam as características políticas do edifício.
A função original da Casa del Fascio manteve-se após a queda do fascismo, altura em que este edifício foi transformado em casa do povo.
Na primeira versão, o edifício formava um U que continha um pátio aberto para a fronteira Piazza dell'Impero. Com a evolução do projeto este espaço tornou-se interior, funcionando como um vasto espaço de articulação de dupla altura, dotado de um largo acesso.
Volumetricamente a Casa del Fascio era um prisma quadrangular perfeito com 33,20 metros de lado e 16,60 metros de altura, correspondendo portanto a meio cubo. O edifício era elevado numa plataforma que lhe dava estatuto monumental. Todas as fachadas eram formadas por dois quadrados e apresentavam soluções compositivas diferentes e assimétricas, embora com génese numa grelha ortogonal de módulos retangulares obtidos através de uma atenta relação proporcional. Em todas manifestava-se o gosto pela matéria escavada, pelo sentido de profundidade e pela criação de tensões que conduziam a uma perfeição formal afastada das banais composições classicistas da cultura arquitetónica fascista.
A estrutura de betão armado era revestida por mármore de Bolticino que introduzia um sentido de volume que se encontrava em coerência com o carácter público do edifício e o aproximava simbolicamente das instituições tradicionais do centro de Como.
A imagem exterior, devido à especificidade da sua implantação e à articulação com a envolvente levou à hierarquia dos alçados, remetendo para a solução tradicional de alçado frontal, alçados laterais e traseiras. A fachada principal, que se volta para a praça revelava o desejo de criar uma frontalidade austera e áulica. A fachada sul era uma entidade escultórica, com as suas fundas janelas criando zonas de sombra que se tornavam expressivas quando observadas em escorço a partir da rua estreita.
A solução da fachada modelada em profundidade prolongava-se para o espaço interior. O grande átrio central, com duplo pé-direito e cobertura translúcida acentuava a ideia de centralidade compositiva e constituía um dos principais elementos de iluminação natural do edifício. Uma entrada larga, cujas dezasseis portas podiam ser abertas em simultâneo, permitindo o movimento livre das multidões, assim como a sala de reuniões principal (com uma fotomontagem de Musolini em relevo executada por Mário Rodice) e o santuário comemorativo dos mortos do movimento fascista acentuavam as características políticas do edifício.
A função original da Casa del Fascio manteve-se após a queda do fascismo, altura em que este edifício foi transformado em casa do povo.
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Como referenciar
Casa del Fascio na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$casa-del-fascio [visualizado em 2026-06-11 06:46:24].
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