Castelo de Alandroal

Castelo medieval, fundado por D. Lourenço Afonso, mestre da Ordem de Avis, por ordem do rei D. Dinis, que se estende, imponente, por uma pequena elevação na imensa planície alentejana.
Quis D. Dinis que este local, dotado de água e campos férteis, fosse murado, dada a proximidade da fronteira espanhola a escassos quilómetros a oriente.
Possuía sete torres em redor e a de menagem no centro. Vestígios desse tempo remoto subsistem ainda nos arcos ogivais que se abrem nos fortes muros da cerca ou na inscrição, sobre a Porta Legal aberta para o adro da igreja, com que se imortalizou o seu construtor mouro. A cerca, de planta oval, alberga, para além da vila propriamente dita, um curioso reduto constituído por três torres nos ângulos, de planta quadrangular, e uma poderosa torre de menagem.
Junto à Torre de Menagem sobressai a igreja paroquial de N. Sra. da Graça, igualmente mandada construir no século XIII, mas que o tempo transformou com as sucessivas remodelações do edifício. Hoje caracteriza-se pela sua arquitetura renascentista patente na abóbada artesoada.
A Porta Legal, através da qual se acede ao adro da igreja, é possivelmente a mais monumental desta fortificação. É constituída por um arco gótico com corredor, flanqueada por dois torreões quadrangulares ligados por cortina e encimados por ameias de remate piramidal.
Parte daqui a única rua que atravessa a vila de Alandroal e que termina na porta poente, também gótica, com seteiras em mármore e também flanqueada por uma torre, onde foi gravada a vara de aferição de medidas.
Foi declarado Monumento Nacional por decreto de 1910.
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