Castelo de Castro Marim

Oásis cristão desde a tomada aos mouros pelo fronteiro-mor Paio Peres Correia, o castelo e a vila de Castro Marim conheceram amplos privilégios e ações de povoamento por parte dos primeiros monarcas portugueses. D. Afonso III terá construído a nova fortificação. A necessidade de manter este posto avançado da reconquista, vulnerável aos múltiplos ataques costeiros, explicam o foral de D. Dinis, em 1282, e a doação do castelo à Ordem de Cristo.
Em 1640 D. João IV procedeu à remodelação e aumento das fortificação mandando também construir, no cabeço fronteiro, o forte de S. Sebastião.
Hoje pode visitar-se a muralha, de tom avermelhado, perfazendo uma planta semicircular, com uma porta voltada a oeste e um postigo a SO. Alberga a povoação e o denominado Castelo Velho. Dentro destas muralhas erguem-se as ruínas da antiga igreja matriz, de S. Tiago, datada do século XIV e as ruínas do palácio dos condes de Soure, alcaides da vila.
No sítio do Castelo Velho, onde foram encontrados vestígios arqueológicos que remontam ao século VIII a. C., levanta-se uma fortaleza de planta quadrangular com quatro cubelos de forma cilíndrica nos quatro cantos, rematados por coruchéus, e a torre de menagem.
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