Castelo de Celorico de Basto

Erguido num alto e poderoso penhasco sobranceiro à vila de Celorico de Basto, o castelo desta povoação nortenha vigiava os extensos territórios da Serra do Marão e prolongava o seu horizonte até às terras litorais do Douro.
Tipologicamente, este castelo de granito possui afinidades estilísticas e construtivas com as coetâneas fortalezas de Póvoa de Lanhoso e Castro Laboreiro. Enquanto se revelou importante nas lutas da independência do Condado Portucalense e contra os muçulmanos, Celorico de Basto manteve guarnição militar e esteve sob alçada de diversos alcaides-mores. À medida que as lutas da Reconquista Cristã avançavam para sul do Mondego, esta fortaleza perdia importância estratégica.
No reinado de D. Dinis, o seu alcaide-mor foi Martim Vasques da Cunha, apoiante do segundo irmão do rei D. Afonso IV. Por esse motivo, Martim Vasques da Cunha abandonou, unilateralmente, a alcaidaria de Celorico de Basto, deixando o seu castelo sem chefia. Abandonado por algum tempo, o rei mandou que um vassalo da Casa de Barcelos - Pero de Menendez - ocupasse a sua chefia militar. D. Gil da Cunha, casado com D. Isabel Pereira, irmã de D. Nuno Álvares Pereira, foi um dos últimos governadores militares do castelo das terras de Celorico de Basto.
Simples e sólido, o Castelo de Celorico de Basto implanta-se na inclinada vertente meridional de uma colina granítica. É formado por uma poderosa torre de menagem quadrangular, rematada por ameias piramidais com algumas frestas.
A torre interliga-se com um pequeno pano de muralhas, de formato poligonal e constituído por pesada silharia granítica. O acesso ao perímetro defensivo é estabelecido por um desadornado portal de linhas retas.
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