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Castelo de Palmela
Situado na península de Setúbal, o castelo da vila de Palmela implantou-se numa abrupta colina da Serra da Arrábida, nas proximidades do Rio Sado e não muito distante do Tejo.
A sua origem está envolta em mistério. No entanto, devido à sua importância estratégica e económica, a antiga povoação de Palmela foi romanizada. Posteriormente, as várias hordas de povos oriundos do Norte da Europa fixaram-se nestas paragens, para, no século VIII, Palmela ficar sob o domínio dos muçulmanos. Desta época poucos vestígios subsistem que possam ser atribuídos com relativa segurança.
Durante o século XII, D. Afonso Henriques tomou o castelo para as armas cristãs, mas os muçulmanos recuperaram-no mais do que uma vez. Território instável e sujeito às sortidas dos exércitos berberes, o assalto de 1191, sob o comando de Iuçufe, revelou-se arrasador. Nesse tempo, já o castelo de Palmela tinha sido outorgado em doação à Ordem de Sant'Iago da Espada, ordem religioso-militar que recuperou a fortaleza, possivelmente no ano de 1194, ordenando D. Sancho I que se procedesse à sua reconstrução.
Emancipada no século XV da alçada castelhana, a Ordem de Sant'Iago da Espada elegeu - durante o reinado de D. João I - Palmela como sua sede em território nacional.
Os sucessivos monarcas nacionais foram-lhe introduzindo melhoramentos e remodelações até ao século XVII, o que lhe conferiu grande variedade de estilos e volumetrias arquitetónicas. Na altiva e poderosa silhueta do castelo sobressaem a elevada Torre de Menagem e a alvura do convento dos monges-guerreiros espatários, atualmente reconvertido em Pousada Nacional. As muralhas dispõem-se em três níveis de cercas, separadas por sucessivas barreiras.
As mais antigas edificações pertencem aos séculos XII-XIII e compreendem a muralha interior com as suas duas torres cilíndricas. Na centúria de Trezentos, a Torre de Menagem terá sido objeto de remodelação, procedendo-se à sua elevação e maior robustez estrutural, ao mesmo tempo que lhe eram colocadas ameias sigladas. No seu interior, uma escada de cantaria faz a ligação entre os vários pisos e a ampla cisterna do castelo.
A segunda barreira de muralhas, mais robustas, é construção do século XV, protegendo a praça de armas, o Convento e Igreja de Sant'Iago, obra gótica quatrocentista. A terceira linha de defesa reforça-se com baluartes, revelins e tenalhas, sistema seiscentista adaptado à renovada arte da guerra pirobalística.
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