Castelo de Portel

O guerreiro e poeta João de Aboim iniciou a construção do castelo de Portel em 1261. As obras terão prosseguido com D. Dinis mas os extensos e monumentais benefícios construtivos só viria esta fortificação a conhecê-los em 1510. As obras foram entregues ao famoso arquiteto régio Francisco de Arruda, contratado por D. Jaime, duque de Bragança.
O castelo é constituído por muralhas e barbacão que desenham no cimo do cabeço rochoso uma dupla linha octogonal.
A muralha era fortalecida por oito cubelos, dos quais restam apenas seis. A sua forma cilíndrica é uma novidade na arquitetura militar portuguesa de então e parecem ter sido inspirados no Castelo de Angers, em França. Em termos defensivos, os cubelos cilíndricos oferecem vantagens em relação aos torreões quadrangulares, mais vulneráveis à minagem dos cunhais e, consequentemente, à derrocada de duas paredes de uma só vez. A torre de menagem é um edifício de planta quadrangular, ressaltando, em termos construtivos, a utilização da pedra mármore nos cunhais. Tem janelas góticas, igualmente em mármore, e porta em ogiva. No seu interior, as salas amplas são cobertas por abóbadas de arcos góticos chanfrados. Serviu de alcáçova nos dois pisos superiores e de cárcere no piso térreo.
Na praça de armas edificaram-se os Paços dos alcaides, a capela manuelina, o casario, quartéis, armazéns militares, etc.
Nas portas das muralhas abrem-se portas de arco gótico - a de menagem e a Porta de Beja, flanqueada por dois cubelos cilíndricos.
A vila era cercada por uma linha defensiva de planta trapezoidal, com torreões de planta quadrada. O acesso era feito pela Porta do Outeiro e a Porta do Relógio em arco gótico e ostentando na parte superior externa o brasão de armas.
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