Castro de Segóvia

O morro onde se situa o Castro de Segóvia conheceu uma ocupação que remonta ao Bronze Final, mas foi sobretudo durante a Idade do Ferro que se ergueu uma cidade fortificada rodeada de duas linhas de muralhas. O próprio topónimo Sego, de raiz celta, que indica vitória, indiciava já, antes das descobertas materiais, esse mesmo período civilizacional. Pensa-se, pela superfície ocupada, pela implantação topográfica e pelos importantes achados que o castro tem revelado, que poderá ter desempenhado o papel de "cidade-estado", como aconteceu com outros oppida do Alentejo e Algarve. Em termos económicos, este povoado parece estar essencialmente relacionado com a exploração mineira e a indústria metalúrgica. Datável de meados do século IV a. C. destaca-se uma importante construção, de planta retangular com alinhamentos perpendiculares perfazendo vários compartimentos, que tem sido interpretada como a residência do chefe local.
No primeiro quartel do século I a. C. rebentou na Península Ibérica uma violenta guerra chefiada por Sertório. Na disposição das tropas colocou Hirtuleius como comandante do exército Ibérico na Hispania Ulterior. Segundo as narrativas dos autores clássicos, Hirtuleius viria a falecer em Segóvia, durante muito tempo identificada com a atual cidade espanhola. Hoje em dia crê-se que este episódio se terá passado no castro de Segóvia.
Ponto crucial de vigia na planura alentejana, este morro conheceria ainda a ocupação medieval, testemunhada quer nas fontes documentais quer no resto de uma torre quadrangular que se localiza na acrópole do castro e que hoje serve de base a um marco geodésico.
Entre os espólios deste castro encontram-se várias peças de cerâmica, objetos de adorno e moedas de bronze.
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