Castro Soromenho

Jornalista, ficcionista e etnólogo, de nome completo Fernando Monteiro de Castro Soromenho, nasceu em 1910, em Chinde, Moçambique, e faleceu em 1968, em S. Paulo, no Brasil. Trabalhou em Angola como funcionário da Companhia de Diamantes e como redator do Diário de Luanda. Em Lisboa, desde 1937, desenvolveu a atividade de jornalista, como chefe de redação do semanário Humanidade e do Diário Popular, e como redator de A Noite, Jornal da Tarde e O Século. Colaborou em publicações periódicas como Seara Nova, O Diabo, O Primeiro de janeiro, tendo ainda desenvolvido atividade editorial. Embora escrevendo a quase totalidade da sua obra ficcional em Portugal, Castro Soromenho assume-se como escritor angolano, evocando nas suas narrativas o contexto histórico e etnográfico colonial, a cuja investigação também se dedicou com reconhecido mérito. Acentuando, sobretudo na trilogia Terra Morta, Viragem e A Chaga, a crítica à ocupação colonial, foi obrigado pelo regime salazarista a exilar-se em França, nos Estados Unidos e, posteriormente, no Brasil. Projetando a sua obra além-fronteiras, Castro Soromenho é considerado um precursor da novelística neorrealista portuguesa e um dos primeiros expoentes da novelística angolana.
Como referenciar: Castro Soromenho in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-02-23 16:33:33]. Disponível na Internet: