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Catedral de Amiens (1220-1236)

A Catedral de Amiens, ou mais propriamente o seu interior, representa o ponto de plenitude do estilo gótico clássico, igualmente atingido pela Catedral de Chartres. Aqui a noção de verticalidade que caracteriza as edificações góticas é levada ao extremo, num edifício que é três vezes mais alto do que largo.
O seu espaço interior é harmonioso, não há uma fragmentação dos elementos construtivos como no românico. A nave e a cabeceira estão aqui separadas por um transepto, que, como em Notre-Dame e em Chartres, faz uma suave transição entre estes dois níveis do templo.
Este tipo de construção que enfatiza as linhas verticais foi possibilitado por um acentuado avanço técnico e uma mutação do gosto estético, que acompanha uma profunda alteração das mentalidades e do sentimento religioso. Numa catedral gótica o crente está simbolicamente mais próximo de Deus através de uma luminosidade difusa e de uma verticalidade exacerbada.
As abóbadas de Amiens são finas como membranas e todo o espaço que fica por cima das arcadas parece um clerestório.
Foi classificado Património Mundial pela UNESCO em 1981.
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