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Catedral de S. Paulo (Londres)
A catedral de S. Paulo, a maior igreja protestante inglesa, foi construída entre 1675 e 1710, no local de uma igreja saxónica destruída na sequência do incêndio que devastou a cidade de Londres em 1666. A obra esteve a cargo de Christopher Wren. Pautado pelo rigor científico encontra-se também ligado ao planeamento da cidade e à reconstrução de muitos templos.
As diretivas colocadas pela Igreja anglicana no que diz respeito à construção de edifícios imprimem-lhes uma grande simplicidade estrutural e de composição: uma grande sala revestida de estuque com tribunas laterais em ferradura onde domina o altar. Wren soube demonstrar muito bem a sua capacidade criadora ao interpretar as tendências francesas e italianas aplicadas a um espaço onde era exigida a maior simplicidade.
É um edifício onde transparecem algumas das contradições que a arquitetura inglesa vivia nesta época.
O seu projeto inicial era de um edifício barroco com uma planta de cruz grega. Demasiadamente ousado para a simplicidade requerida, Wren foi obrigado a usar forma tradicional alongada. Resultou num edifício serenamente clássico. Fruto da influência italiana, a fachada é semelhante à que Borromini concebeu para a igreja de Santa Agnese, com duas torres laterais. Embora numa escala muito maior não chega a alcançar o dinamismo que se observa na igreja romana. O pórtico palladiano é um hibridismo que se passaria a ser mais corrente. A cúpula central, uma das mais belas do barroco europeu, de 34 metros de diâmetro, cujo zimbório assenta sobre um cone de tijolo, completa a sensação de um majestoso equilíbrio que se observa em todo o edifício.
O trabalho de uma grande multiplicidade de artistas tornou o interior magnificente.
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