Catedral de Santiago de Compostela

A sua fundação ter-se-á dado no século IX, embora o edifício românico só se tenha começado a construir no século XII (1220). Registaram-se depois, nos séculos séculos XVI-XVIII, intervenções na igreja.
A catedral da cidade espanhola de Santiago de Compostela fundada no período medieval é conhecida por toda a Cristandade europeia como um local de peregrinação onde se encontra sepultado o apóstolo Santiago. Desde os tempos da sua fundação, antes do ano Mil, o santuário originou uma peregrinação anual mantida ainda nos nossos dias, em torno da visita das relíquias do apóstolo. Atualmente, o auge das comemorações é atingido quando a celebração do dia do seu patrono coincide com um domingo: está-se num Ano Santo (Jacobeu). 1999, por exemplo, foi um Ano Santo e a cidade encheu-se de peregrinos e turistas, que visitaram o santuário e participaram nas suas comemorações sagradas e profanas.
A estrutura basical do edifício é de traça já românica, mas esta foi sendo enriquecida e aumentada em épocas posteriores, sobretudo no período renascentista e na época barroca. A frontaria ocidental, erigida entre 1738 e 1750, integra as torres da construção medieval. Da primeira fase da obra destaca-se o Pórtico da Glória, do século XII, ornado por esculturas que representam Cristo e os Santos, juntamente com a representação do céu e do inferno, cuja autoria é atribuída ao artista Mateus.
Interiormente salientam-se a grande lanterna, o túmulo do apóstolo depositado na cripta sob o altar, a Capela del Pilar e o claustro do século XVI.
A vila velha de Santiago de Compostela foi classificada Património Mundial pela UNESCO em 1985.
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