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Língua Portuguesa
Cecília Meireles
De 1930 a 1934, dirigiu a página dedicada à educação no Diário de Notícias, fundando, neste último ano, uma das primeiras bibliotecas infantis do Brasil, no Rio de Janeiro. De ascendência portuguesa, Cecília Meireles visitou Portugal, facto que inspirou o seu segundo livro, Viagem (que recebeu o primeiro Prémio da Academia Brasileira de Letras em 1938).
De regresso ao Brasil, lecionou Literatura Luso-Brasileira e, até 1938, foi responsável pela disciplina de Técnica e Crítica Literária na Universidade do então distrito federal. Em 1940, ensinou Literatura e Cultura Brasileiras na Universidade do Texas. Mais tarde, viajou por muitos outros países, fazendo conferências, ministrando cursos e tomando contacto com a cultura de países pelos quais se sentia atraída, tais como o México, a Índia e, principalmente, Portugal.
Além de se ter dedicado à literatura e ao ensino, a autora interessou-se também pelo folclore, tendo, em 1951, secretariado o I Congresso Nacional de Folclore e publicado, em 1955, a obra Panorama Folclórico dos Açores, especialmente sobre a Ilha de S. Miguel. Por outro lado, a pesquisa histórica levou-a a escrever, em 1953, Romanceiro da Inconfidência.
Sendo sócia honorária do Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro, e do Instituto Vasco da Gama, em Goa, foi condecorada com o grau de Oficial da Ordem de Mérito do Chile e com o título Doutor Honoris Causa pela Universidade de Nova Deli, Índia.
A obra de Cecília Meireles ocupa um lugar muito particular na literatura brasileira contemporânea por não se inscrever em qualquer escola literária. Na sua poesia, distinguem-se claramente três temas fundamentais: o oceano, o espaço e a solidão. De toda a sua vasta obra, destacam-se: Vaga Música (1942), Mar Absoluto (1945), Retrato Natural (1949), Canções (1956), Metal Rosicler (1960) e Solombra (1963).
