Celestino IV

Papa italiano, nomeado cardeal de São Marcos de Veneza em 1227 e mais tarde bispo de Sabina, foi eleito após dois meses de deliberação de dez dos cardeais do Colégio Cardinalício reunido em conclave, a 25 de outubro de 1241. Estes tinham então manifestado muitas reservas em efetuar a eleição do sucessor de Gregório IX, uma vez que o imperador Frederico II tinha cercado Roma, capturado dois dos cardeais romanos e os abades de Cluny e de Cister, entre muitos outros clérigos de grande estatuto eclesiástico. Assim, o cônsul romano Mateo Rosso Orsini encerrou os dez cardeais no palácio Septizonium (no Palatino), aí lhes impondo a reunião do conclave de modo a que chegassem ao necessário consenso para uma eleição papal pacífica.
Todavia, duas semanas depois da sua nomeação, o milanês Goffredo Castiglione faleceu, não chegando sequer a ter sido consagrado. Teve contudo tempo para condenar Mateo Orsini à excomunhão, pelos maus-tratos infligidos aos cardeais.
Castiglione, nascido em Génova (apesar de algumas fontes indicarem Milão como seu local de nascimento), era sobrinho do papa Urbano III (sendo filho de Cassandra e João Crivelli), crendo-se que tenha sido provavelmente monge cisterciense, no mosteiro de Hautecombe (Saboia). O título de cardeal de São Marcos foi-lhe dado pelo papa Gregório IX, tendo também sido chanceler arcebispo de Milão. Este papa era conhecido pelo seu saber de cânones, tendo também escrito, curiosamente, uma História da Escócia.
Planeou a sétima cruzada, na qual o rei Luís IX de França viria a desempenhar um papel primordial, e instaurou canónica e liturgicamente a festa da Visitação de Maria (da Virgem Maria a Santa Isabel).
O seu corpo foi sepultado na basílica de São Pedro do Vaticano.
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