cerâmica de Iznik

A cerâmica de Iznik é assim chamada devido ao local de produção original (que possuiu igualmente o topónimo de Niceia), na Turquia, perto de Istambul. Teve uma grande difusão até ao século XIX, e em Portugal a instituição que possui mais e excelentes exemplares deste género de cerâmica é a Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa). O Museu Turco dos Azulejos e Cerâmicas Arquitetónicas e o Museu Victoria and Albert são outras instituições em que se podem admirar exemplares de cerâmica de Iznik.
A manufatura deste tipo de cerâmica (cuja durabilidade advém da composição, que tem 85% de quartzo), que se caracteriza por ostentar uma decoração rica de motivos vegetalistas policromos, terá tido início no século XVI, durante a época otomana. Ainda neste século, historiadores como John Carswell referem a ocorrência de ornamentos similares ao escudo de armas e esfera armilar de Portugal, empregues na cerâmica que os Chineses fizeram por encomenda para os Portugueses. São contudo os motivos da cerâmica chinesa tipo celadon que forneceram a maior parte da inspiração aos decoradores da cerâmica de Iznik. Os ornamentos (vegetalistas e pássaros, sobretudo) eram executados inicialmente em azul e branco, passando-se com o tempo a utilizar algumas outras cores mas mantendo-se a tendência para o uso dos dois tons que celebrizaram as peças.
Como referenciar: cerâmica de Iznik in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-08-23 20:45:23]. Disponível na Internet: