Charlton Heston

Ator cinematográfico norte-americano, John Charles Carter, de seu verdadeiro nome, nasceu a 4 de outubro de 1924, no Illinois, no seio duma família de madeireiros, e faleceu a 5 de abril de 2008, em Beverly Hills.
Apesar da oposição do pai que desejava vê-lo reverendo, começou a frequentar aulas de Arte Dramática no liceu. Em plena Segunda Guerra Mundial, alistou-se na Força Aérea, tendo combatido na Europa. Findas as hostilidades, regressou ao seu país, indo viver para Nova Iorque, onde participou em programas radiofónicos e teve uma curta carreira como modelo. Após ter alcançado algum êxito na Broadway e na televisão, o realizador William Dieterle apostou nele para protagonizar o filme Dark City (1950). Apesar da assinalável carreira comercial do título, os críticos não receberam bem a atuação de Heston, acusando-o de ser um ator com uma presença demasiado linear e pouco versátil. Segundo rezam as crónicas de Hollywood, um dia, após uma audição na Paramount, o realizador Cecil B. de Mille gostou da forma como Heston lhe acenou à saída dos estúdios e convidou-o para protagonizar a grande produção The Greatest Show on Earth (O Maior Espetáculo do Mundo, 1952). O filme foi um sucesso, projetando a carreira de Heston para uma certa tipificação na interpretação de personagens históricas como o de Buffalo Bill, em Pony Express (Buffalo Bill, o Indomável, 1953), o Presidente Andrew Jackson, em The President's Lady (A Dama Marcada, 1953), e Moisés, em The Ten Commandments (Os Dez Mandamentos, 1956). Apesar de o público o ver mais como um galã do que como um ator versátil, Heston continuava a ser sinónimo de sucesso de bilheteira. Após ter protagonizado Touch of Evil (A Sede do Mal, 1958), de Orson Welles, desempenhou o papel que o imortalizaria na História do cinema: o Príncipe Judah Ben-Hur no épico Ben-Hur (1959), prestação que lhe valeu o Óscar para Melhor Ator. Durante os anos 60, continuou a ser uma das primeiras estrelas do cinema norte-americano com papéis tão variados como o de Rodrigo Vivar, em El Cid (El Cid, o Campeador, 1961), João Batista, em The Greatest Story Ever Told (A Maior História de Todos os Tempos, 1965), Miguel Ângelo, em The Agony and the Ecstasy (Miguel Ângelo, a Agonia e o Êxtase, 1965), e o General Charles Gordon, em Khartoum (1966). Após o sucesso de Planet of the Apes (O Homem Que Veio do Futuro, 1968), a carreira de Heston começou a entrar em declínio, devido à falta de bons papéis. Contudo, continuou a marcar presença em grandes produções como Earthquake (Terramoto, 1974), Crossed Swords (O Príncipe e o Pobre, 1978) e The Awakening (A Maldição do Vale dos Faraós, 1980).
Nas últimas décadas, trabalhou sobretudo em televisão, representando esporadicamente pequenos papéis em filmes como Tombstone (1993), In the Mouth of Madness (A Biblia de Satanás, 1995) e Any Given Sunday (Um Domingo Qualquer, 1999).
Membro do Partido Republicano, envolveu-se em 2001, numa polémica disputa, ao mostrar-se contra a restrição do porte de armas.
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