Chichén Itzá

Cidade sagrada pré-colombiana, no norte da península mexicana do Iucatão, ponto de encontro das civilizações Maia e Tolteca, classificada como Património da Humanidade desde 1988. A cidade foi fundada no século VI pelo povo maia, tendo sido abandonada por volta do século VII pelo mesmo povo, que voltou trezentos anos mais tarde, guiado pela serpente emplumada, o deus Quetzalcoatl. Mas estes novos moradores eram já toltecas. Por volta do ano 1000/1200 iniciou-se a reconstrução da cidade, tornando-se a sua arquitetura uma fusão da monumentalidade tolteca com o barroquismo maia (estilo puuc). Cria-se um estilo muito próprio, onde está presente a sua vocação guerreira (caveiras, relatos de batalhas). A cidade foi definitivamente abandonada no século XV. Dos seus edifícios destaca-se o "Caracol", construção bastante rara na arquitetura pré-colombiana, pela sua planta circular, que deveria ser utilizado como observatório. Este complexo inclui também um templo, o que demonstra a ligação entre a astronomia e a religião. As janelas da sala superior têm uma fenda pela qual o sol só penetra nos solstícios. Outro exemplo de ligação aos fenómenos solares é a pirâmide do deus Kukulcán (o mesmo que Quetzalcoatl). Distribui-se em nove níveis e os seus degraus são tantos quantos os dias do ano solar. No lado noroeste da pirâmide verifica-se um fenómeno ótico a 22 de março e 22 de setembro (equinócios). Os ângulos dos terraços projetam uma sombra em ziguezague que termina em forma de cabeça de serpente, dando a sensação que a serpente desce as escadas. Emblemas desta cidade são o Chac Mool (ara de sacrifícios) e o jogo da bola, um dos mais harmoniosos da mesoamérica.
Foi classificada Património Mundial pela UNESCO em 1988.
Como referenciar: Chichén Itzá in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-05-24 14:35:17]. Disponível na Internet: