Cidade do México


Aspetos Geográficos

A capital do México alberga na sua área metropolitana 21 503 700 habitantes (2004). A sua densidade populacional é de 5496 hab./km2 e nela se centram os poderes legislativo e executivo do país. Está situada a 2240 m de altitude, possuindo na sua maior parte um relevo plano. Localiza-se na margem sul do Anáhuac, próximo de Tarasco-Nahua, e ocupa a maior parte da região do Sudoeste da bacia do México. Está limitada a norte, oeste e oriente pelo Estado do México e a sul pelo de Morelos. É influenciada por um clima primaveril, registando uma temperatura média anual de 15 °C. Os invernos são suaves e os verões amenos. As chuvas são escassas e concentradas nos meses estivais. A sua localização geográfica estabelece uma ligação entre uma região tropical, situada a Sul e o domínio temperado e desértico dos planaltos do Norte. É rodeada por uma área lacustre que secou e onde apenas permanece o Lago Texacoco, que é regulado por um sistema de comportas e represas. Além da língua castelhana, a língua oficial do país, também se falam línguas índias.

História e Monumentos
A Cidade do México foi fundada por Astecas e corresponde à antiga Tenochtitlán, que exerceu desde os tempos coloniais uma notável influência intelectual em toda a América espanhola. Esta antiga cidade correspondeu ao centro do Império Asteca ou mexica. Foi fundada por Tenoch, no século XIV, quando uma das ilhas do lago Texococo foi ocupada por um grupo de antigos mexicas. A ilha estava ligada por três calçadas a terra firme e era protegida por um sistema de diques. As calçadas Istalapa, por onde entraram os Espanhóis, Tlacopan, por onde Cortéz fugiu, e Guadalupe, eram atravessadas por canais e decoradas por jardins flutuantes. A povoação possuía estradas, estreitas e sinuosas, intercetadas por canais labirínticos, palácios e templos. A disposição dos bairros residenciais refletia a estratificação social. O centro era "Teocalli", templo dedicado aos deuses guerreiro e da chuva. Com a colonização espanhola, as casas típicas desapareceram, secaram as ruas e na velha Praça de Teocalli construiu-se a Praça Maior. Foi o conquistador Hernán Cortéz que, a mando de Espanha, construiu a cidade sobre as ruínas da antiga cidade. Era daqui que partiam todas as incursões espanholas efetuadas no país e, em 1750, a cidade era a capital do Vice-Reinado. A ocupação espanhola durou três séculos, até que Miguel Hidalgo e Costilla, um padre da povoação de Dolores, proclamou o famoso "grito de Dolores", iniciando a sua independência. Esta foi conquistada três anos depois. Após a proclamação da independência, a 27 de setembro de 1821, os conflitos que se travaram até final do século XIX dificultaram o desenvolvimento da cidade. Nos princípios do referido século, a cidade expandiu-se e nasceram as primeiras "colónias" residenciais, mas após a revolução o seu crescimento populacional aumentou. A partir de 1920 desenvolveram-se novos planos de urbanização, até que em 1985 um devastador terramoto causou uma enorme destruição e um elevado número de mortos e de desalojados.
Relativamente aos seus monumentos, para além dos monumentais núcleos pré-coloniais, como S. Juan de Teotihuacán, podemos destacar o Zócalo; a catedral construída entre 1563 e 1815, de estilo gótico-renascentista; as igrejas de S. Francisco, do Sacrário e a de Trinidad; o Palácio Nacional; as casas de azulejos e a dos Mascarones; os palácios dos Condes de S. Mateo de Valparaíso e Santiago de Calymaia; as casas de Manrique e Pinillos e o Palácio Real de Chapultepec.

Aspetos Turísticos e Curiosidades

A cidade atualmente está composta por dois setores diferentes. O México antigo, ou colonial, possui o centro em Zócalo, ladeado pela catedral, pelo Palácio Nacional, pela Câmara e pelos portais das Flores e de Mercaderes. O México moderno possui a oeste ruas retas e largas, grandes arranha-céus e casas coloniais. É de destacar a Avenida de Francisco Ignácio Madero, que se prolonga pela não menos famosa Avenida Juárez, terminando na estátua de Carlos IV. A partir desta estátua inicia-se o Passeio da Reforma, ladeado por monumentos e arranha-céus. Esta avenida termina no Parque de Chapultepec, onde se situam os jardins Botânico e Zoológico e ainda o monumento aos Heróis Infantis. A Avenida dos Revolucionários, com cerca de 22 quilómetros de extensão, começa na Praça de Cuauhtémoc e acaba na Cidade Universitária. De um e do outro lado desta extensa área da cidade, localizam-se as "colónias" Juárez, Roma, Condesa, Cuauhtémoc e S. Rafael, e os elegantes bairros de Las Lomas e Lilla de Obregón. A oriente de Zócalo existem bairros típicos, como o de Balbuena e o do Mercado da Merced.
Nesta capital existem diversas salas de exposições e vários museus. Destacamos o Museu Nacional de Antropologia, que apresenta uma exposição permanente de objetos pré-hispânicos, correspondendo a uma coleção única no Mundo; o Museu de Arte Moderna e o Museu de História Natural.
A cidade possibilita ainda o contacto com as manifestações da sua tradição popular através dos espetáculos exibidos pelo Ballet Folclórico do México, que atua no Palácio das Belas Artes.

Economia

Metade da sua população está empregada no setor secundário. Entre as suas atividades industriais destacam-se refinarias de petróleo, centros siderúrgicos e indústrias de cimento, químicas, alimentares, de confeções, cerâmicas, do vidro, mecânicas, automóvel, de calçado e de papel; ainda possui uma famosa indústria cinematográfica.
A sua rede de comunicações é vasta e variada. Para ela convergem as principais estradas e autoestradas, bem como as linhas de caminho de ferro, ligando-a a todas as regiões do país. É nela que se situa o principal aeroporto, estabelecendo ligações nacionais e internacionais.
A Cidade do México conta com a Universidade Nacional, o Instituto de Antropologia e História, o Instituto Politécnico Nacional, as escolas de pintura de Diego Riviera e Rufino Tamayo e outros centros educativos importantes. Na cidade também existe um grande número de editoras.
Como referenciar: Cidade do México in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-07-23 03:32:05]. Disponível na Internet: