Cidade Proibida

Monumental recinto murado, situado na cidade de Beijing (Pequim), num dos lados da Praça de Tiananmen, que contém centenas de edifícios antigos e foi residência dos imperadores chineses durante cerca de quinhentos anos. Atualmente, uma parte da Cidade Proibida está convertida em museu patente ao público, sendo uma das principais atrações turísticas de Pequim.

Reduto íntimo e secreto, a Cidade Proibida foi, ao longo do tempo, o centro político simbólico da administração imperial chinesa, e sempre atraiu os estrangeiros pelas magnificências ocultas que se lhe adivinhavam. Encontram-se testemunhos desse apelo nos relatos de viagens, na literatura de ficção e mesmo no cinema - como comprova o êxito do filme de Bernardo Bertolucci The Last Emperor (O Último Imperador, 1987).

Eça de Queirós, por exemplo, não deixa de exprimir a atração exercida pela Cidade Proibida, na sua novela O Mandarim. Em dado momento, o narrador e protagonista, Teodoro, regista as seguintes impressões da sua visita a Pequim: "Eis aqui a muralha que cerca a Cidade Interdita, morada santa do imperador! Moços nobres vêm descendo do terraço de um templo onde se estiveram adestrando à flecha. [...] Eram da guarda seleta, que nas cerimónias escolta o guarda-sol de seda amarela, com o dragão bordado, que é o emblema sagrado do imperador. Todos eles cumprimentaram profundamente um velho que ia passando, de barbas venerandas, com o casabeque amarelo que é o privilégio do ancião; vinha falando só, e trazia na mão uma vara sobre que pousavam cotovias domesticadas... Era um príncipe do Império."


Como referenciar: Cidade Proibida in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-11-27 12:27:50]. Disponível na Internet: